ABMRA promove 22ª Mostra de Comunicação do Agro
Premiação visa reconhecer os melhores cases em 18 categorias
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As melhores ideias que constroem a imagem e os negócios do agro brasileiro estarão na 22ª Mostra de Comunicação do Agro, realizada pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA).
Com inscrições abertas, a premiação é a única que reconhece o talento criativo de empresas e agências de comunicação, publicidade e marketing que desenvolvem algum trabalho focado no setor.
Para participar, os interessados devem inscrever os trabalhos produzidos entre agosto de 2022 e julho de 2024 até o dia 30 de outubro no site da ABMRA. A edição deste ano soma 18 categorias, três a mais em comparação com a de 2023.
Entre elas, Campanha Integrada, Spot e Jingle, Meio Impresso, Filme ou Campanha para TV, OOH - Out Of Home, Plataformas e Ferramentas Digitais, Projetos de Conteúdo, PDV, Endomarketing, Programas de Incentivo, Ações de “Dia de Campo”, Ações em Eventos e Feiras presenciais, Ativações em Eventos Virtuais, Ações voltadas à Diversidade, e Campanhas de Valorização do Agro.
Além delas, a 22ª Mostra de Comunicação do Agro inaugura as categorias “Ativação de Imprensa”, “Influenciadores do Agro” e “Campanhas Digitais”, sendo possível que o mesmo trabalho seja inscrito em mais de uma categoria se ele se qualificar.
Além dessas novidades, a Mostra reconhecerá os anunciantes e agências que alcançarem a maior soma de pontos. Os três primeiros colocados receberão prêmios especiais.
A cerimônia de premiação será em modelo virtual no dia 28 de novembro, às 19h, após a decisão de um júri formado por 30 pessoas entre lideranças do Agro, criativos, pesquisadores e produtores rurais.
“A Mostra ABMRA é a maior e única premiação do gênero do setor Agro e tem o objetivo contribuir para o constante aprimoramento da comunicação e marketing do Agro, através do reconhecimento de profissionais, empresas e instituições”, diz Alberto Meneghetti, Diretor da Mostra de Comunicação do Agro ABMRA.
Segundo ele, a premiação é um ativo muito importante para a ABMRA, pois consolida sua reputação e autoridade, além de sinalizar os caminhos para o marketing das empresas desenvolverem e endereçarem soluções criativas que conectem de forma efetiva marcas e pessoas.
Confira a seguir a entrevista com Alberto Meneghetti sobre a premiação e a evolução da comunicação no setor:
"Falando sobre a Mostra de Comunicação, o que há de novo nas 18 categorias este ano?
Este ano, dividimos a categoria digital em duas novas categorias, uma voltada para sistemas e apps e outra para peças digitais como banners e postagens.
Também adicionamos uma nova categoria para campanhas com influenciadores e uma para ativações de imprensa feitas por assessorias.
Outra novidade é a introdução do conceito de shortlist, onde uma semana antes da cerimônia de premiação, os finalistas de cada categoria serão anunciados, aumentando a expectativa para o evento.
E como está evoluindo a comunicação 360º no agronegócio?
Quando falamos em comunicação 360º no agronegócio, estamos abordando um conceito mais amplo do que apenas publicidade. É uma comunicação que abrange várias esferas, com ativações de marketing que buscam atingir o público final por meio de diversas estratégias.
As 18 categorias da Mostra procuram contemplar essas múltiplas plataformas que estão sendo criadas.
Podemos dizer que a digitalização atingiu também a comunicação no agronegócio, o que tem levado a um aumento significativo nos investimentos em ativações digitais.
Estimo que mais de 70% da comunicação e dos anúncios no setor agro hoje passam por campanhas e ativações digitais. Isso inclui recursos em publicidade e marketing, onde as ações digitais estão ganhando cada vez mais destaque.
Isso significa que a publicidade digital vai continuar crescendo, ou há sinais de saturação?
A publicidade digital está crescendo, mas também estamos vendo os veículos tradicionais se reinventando e integrando o digital ao offline, o que é muito importante para o agro.
O Brasil é um país grande, onde o offline ainda tem um papel relevante, com rádios locais, revistas especializadas e outdoors nas estradas. Essa migração para o digital é mais forte em alguns segmentos, mas o offline continua a ter uma presença significativa na comunicação do setor.
As empresas do agronegócio estão cada vez mais criando seus próprios canais de comunicação. Isso representa um risco para os veículos tradicionais?
Sim, muitas empresas estão se tornando suas próprias mídias, criando conteúdo próprio para atender às suas necessidades estratégicas. No entanto, isso não significa que essas empresas estão abandonando as agências de comunicação especializadas.
A tendência de criar conteúdo internamente é forte, mas ainda há espaço para as agências, especialmente aquelas que trazem uma visão externa e um benchmarking do mercado. A Inteligência Artificial também está transformando a forma como o conteúdo é criado, automatizando processos que antes dependiam exclusivamente de profissionais humanos.
Como a Inteligência Artificial está influenciando a comunicação no agronegócio?
Em 2019, antes da pandemia, eu acompanhei o Cannes Lions e percebi que a Inteligência Artificial já estava em pauta, questionando o papel da criatividade humana.
O que vemos agora, em 2024, é um crescimento exponencial dessas ferramentas de IA.
Existem centenas de aplicativos sendo lançados semanalmente, facilitando a produção de conteúdo, seja em vídeo, áudio ou qualquer outro formato. Saber usar essas ferramentas de forma eficaz é crucial para se manter relevante, seja como veículo, agência ou anunciante.
Com relação à marca Brasil Agro, como a publicidade pode ajudar a converter a população neutra em apoiadora do setor?
A grande tarefa é informar melhor essa nova geração. A publicidade sozinha é um desafio, por isso o projeto marca Brasil Agro busca unir grandes players do mercado para construir uma narrativa sólida e contínua.
Não se trata apenas de campanhas de curto prazo, mas de um trabalho de base, envolvendo escolas, influenciadores e outras iniciativas que possam criar uma percepção positiva e educativa sobre o setor.
Com o crescimento do agro, é possível que as empresas do setor invistam mais em comunicação voltada para o público em geral?
Eu acredito que isso é improvável. Os custos são muito elevados, e o retorno nem sempre justifica o investimento.
As empresas do agro estão focadas em estratégias mais direcionadas, com ações específicas que alcançam seu público-alvo de maneira mais eficiente, muitas vezes através do digital, que oferece métricas precisas e um retorno mais mensurável."