Carne impulsiona alta do IPCA em outubro
Contrafilé, por exemplo, teve um aumento de 5,42%, enquanto o filé-mignon subiu 4,59%
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Com impacto significativo dos preços dos alimentos, principalmente a carne, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que serve como uma prévia da inflação oficial do Brasil, registrou um aumento de 0,54% nos preços em outubro.
O dado foi divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa uma alta significativa.
Essa taxa é superior às observadas nas prévias de setembro, que foi de 0,13%, e de outubro do ano passado, com 0,21%. No acumulado do ano, o IPCA-15 já registra uma taxa de 3,71%, enquanto em 12 meses, a inflação acumulada chega a 4,47%, superando os 4,12% registrados na prévia de setembro.
Os alimentos foram um dos responsáveis pela alta do IPCA-15, com um aumento médio de 0,87%. Entre os produtos que se destacaram, o contrafilé subiu 5,42%, o café moído 4,58% e o leite longa vida 2%. A alimentação fora do domicílio também apresentou alta de 0,66%.
Entre as carnes, houve um aumento geral de 4,18% nos preços entre 14 de setembro e 11 de outubro. O contrafilé, por exemplo, teve um aumento de 5,42%, enquanto o filé-mignon subiu 4,59%.
Carnes populares, como o músculo, também registraram alta de 3,72%. Já os preços de cereais, leguminosas e oleaginosas subiram 0,58%, com destaque para o milho em grão, que aumentou 1,58%.
Os dados do IPCA-15 indicam que as farinhas e açúcares subiram ambos 0,78%, e os preços dos leites e derivados tiveram uma alta de 1,49%. A alimentação dentro de casa aumentou 0,95%, enquanto a alimentação fora de casa subiu 0,66%.
Em contrapartida, produtos como cebola (-14,93%), mamão (-11,31%) e batata-inglesa (-6,69%) estão mais baratos.
No geral, o item alimentação e bebidas teve uma alta de 0,87%, enquanto o índice total subiu 0,54%.
Energia elétrica, a vilã
O aumento do IPCA-15 foi amplamente influenciado pelo grupo de despesas de habitação, que apresentou inflação de 1,72%, impulsionada principalmente pelo aumento de 5,29% na energia elétrica residencial. Isso se deve à vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2, em vigor desde 1º de outubro.
Em outubro, todos os nove grupos pesquisados pelo IBGE apresentaram alta, com os seguintes resultados:
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Alimentação e Bebidas: 0,87%
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Habitação: 1,72%
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Artigos de Residência: 0,41%
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Vestuário: 0,43%
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Transportes: -0,33%
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Saúde e Cuidados Pessoais: 0,49%
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Despesas Pessoais: 0,35%
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Educação: 0,05%
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Comunicação: 0,40%
O único grupo que apresentou deflação foi o de transportes, com uma queda de 0,33%, influenciada principalmente por passagens aéreas (-11,40%), ônibus urbano (-2,49%), trem (-1,59%) e metrô (-1,28%).