Em tempo recorde, John Deere inaugura CPD de R$ 180 milhões para agricultura tropical
Unidade inicia desenvolvimento com softwares antes de chegar a maquinários "brasileiros"
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A John Deere inaugurou, hoje (dia 5), em Indaiatuba (SP), o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento - Indaiatuba (CPD-I) com investimento de R$ 180 milhões e em menos de um ano desde o início das obras.
A unidade é o primeiro centro de desenvolvimento e testes para a agricultura tropical da companhia no mundo e iniciará suas atividades com foco em softwares, antes de chegar aos maquinários.
A rapidez conclusão da obra foi motivada pelo objetivo de atender de maneira mais ágil às demandas do mercado brasileiro, reduzindo o tempo de desenvolvimento de novas soluções.

“Essa inauguração é muito mais que um marco na história da John Deere, é um compromisso que estamos assumindo com o Brasil de apoiá-lo rumo a um agronegócio cada vez mais inovador, próspero e sustentável”, ressalta Cristiano Correia, vice-presidente de Sistemas de Produção da John Deere para a América Latina.
Segundo ele, a agricultura tropical não é apenas vital para a economia brasileira, ela desempenha um papel essencial no futuro do planeta. "Por isso, vamos trabalhar para trazer soluções que transformarão o campo e atenderão de maneira ainda mais eficaz às necessidades dos nossos clientes brasileiros”, disse.
No CPD-I, os produtos serão concebidos e testados considerando todas as variáveis específicas da agricultura tropical como solo, clima, níveis de conectividade etc, visando apoiar os principais sistemas de produção – grãos, cana, algodão e cultivos especiais.
Para o início das atividades, 110 profissionais da companhia foram transferidos para a nova unidade, que fica em um espaço de 500 mil m².
A unidade conta com um escritório, laboratórios, sala para instrumentação e calibração de peças, sala para impressoras 3D, ampla oficina para manutenção e armazenagem de máquinas, além de mais de 400 mil m² de área disponível para testes de campo.
Para os próximos anos, a quantidade de profissionais trabalhando na instalação deve aumentar progressivamente. “O futuro do agricultura no Brasil e no mundo passa por aqui. Estamos muito animados com as perspectivas da unidade e seguiremos investindo do Brasil”, comentou Jahmy Hindman, CTO da John Deere.
Primeiros projetos
O CPD-I iniciará suas atividades com desenvolvimento de softwares para equipamentos para os setores agrícola, de construção e florestal, mas já tem no planejamento os primeiros maquinários a serem desenvolvidos na nova unidade com foco em cana-de-açúcar.

“Em um futuro muito próximo, teremos também o desenvolvimento de engenharia mecânica para colheitadeiras de cana-de-açúcar, tratores, plantadoras e colheitadeiras de grãos. Enfim, todos os produtos que podemos produzir. Já temos uma agenda de investimentos para isso”, explicou Hindman.
De fato, a companhia vem lançando soluções específicas para o País, como a colhedora de cana de duas linhas CH950, um projeto brasileiro concebido para atender às necessidades dos produtores de cana-de-açúcar, ou a colhedora de grãos S400, desenvolvida para pequenas e médias propriedades rurais.
Atualmente, no Brasil, as unidades da John Deere produzem equipamentos que chegam a cerca de 55 países e a Rede de Concessionários e Distribuidores da empresa garante capilaridade no território nacional com mais de 300 pontos de venda e uma ampla base de fornecedores.