Fenômeno climático impactará Centro-Norte; seca no RS preocupa agricultores
Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba serão afetados
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Rio Grande do Sul vive uma situação oposta, com a seca agravando a preocupação no campo
Nos próximos dias, o Brasil será impactado pelo primeiro episódio de 2025 da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), marcando o sétimo evento do período chuvoso 2024/2025.
Este fenômeno atingirá diretamente estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e partes do Nordeste, com potencial para provocar chuvas intensas e persistentes.
ZCAS: sistema chave para o período chuvoso
O episódio da ZCAS está associado a uma frente subtropical sobre o Oceano Atlântico e a um cavado na camada média da troposfera (500 hPa).
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), este sistema, que se caracteriza por sua atuação prolongada sobre áreas específicas, surge em situações de bloqueio atmosférico, resultando em chuvas persistentes por no mínimo três dias consecutivos.
As projeções indicam céu carregado de nuvens e precipitações entre o Norte, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo, oeste e sul da Bahia, além de áreas do Maranhão e Piauí.
Entre os locais mais afetados, destacam-se regiões mineiras como Zona da Mata, Rio Doce e Mucuri, além do norte e noroeste do Espírito Santo, incluindo a Grande Vitória.

Há risco de transtornos devido ao grande volume de chuva, o que exige atenção redobrada de moradores e autoridades.
A localização exata das precipitações dependerá de monitoramento em tempo real, reforçando a necessidade de acompanhar atualizações de boletins meteorológicos e comunicados das Defesas Civis locais.
Rio Grande do Sul sofre com escassez de chuva
Enquanto o Centro-Norte do país enfrenta a expectativa de chuvas volumosas, o Rio Grande do Sul vive uma situação oposta, com a seca agravando a preocupação no campo, segundo a MetSul.
A irregularidade das precipitações afeta especialmente o oeste gaúcho, onde muitas cidades não registram chuva significativa há semanas.
Embora algumas localidades tenham recebido fortes pancadas no início do ano, como Porto Alegre, as precipitações mais intensas foram pontuais e restritas à metade leste do estado.
Dados do Instituto Nacional de Meteorologia mostram que estações em cidades como Santo Augusto, Uruguaiana e Bagé não registraram uma gota de chuva nas últimas duas semanas.
A previsão também não traz alívio no curto prazo. A semana deve ser marcada por tempo firme na maior parte do estado, com chances de chuvas irregulares apenas no noroeste e norte gaúcho.
A perspectiva de melhora no volume de precipitações é baixa, mesmo nos últimos dias de janeiro, quando há possibilidade de chuvas mal distribuídas e de intensidade variável.