Inflação em alta: mercado financeiro ajusta projeções para 2025 e 2026

    Em relação ao câmbio, a previsão de cotação do dólar ficou em R$ 6,00 para este ano

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    Inflação em alta: mercado financeiro ajusta projeções para 2025 e 2026
    13deJaneirode2025ás14:14

    O mercado financeiro revisou para cima as projeções de inflação para os próximos anos, conforme apontado na edição do Boletim Focus divulgada nesta segunda-feira (13).

    Para 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi estimado em 5%, contra os 4,99% previstos na semana anterior. Há um mês, a expectativa era de 4,6%.

    Para 2026, a projeção também aumentou, passando de 4,03% para 4,05%. O IPCA, que mede a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos, encerrou 2024 em 4,83%, acima do teto da meta inflacionária de 4,5%.

    Desde a adoção do regime de metas de inflação, em 1999, o indicador oficial do Brasil ultrapassou o limite máximo da meta em oito ocasiões. O último registro ocorreu em 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Para 2027, o mercado projeta inflação de 3,9%, enquanto para 2028 a estimativa é de 3,56%.

    Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa de crescimento para 2025 permaneceu inalterada em 2,02%. Para 2026, a projeção é de 1,8%. Já em 2027 e 2028, o crescimento esperado é de 2% ao ano.

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    Taxa Selic permanece como instrumento de controle

    A taxa básica de juros, a Selic, deve atingir 15% em 2025, conforme o Boletim Focus, mantendo a previsão da semana passada. Há quatro semanas, a estimativa era de 14%. Para 2026, a Selic é projetada em 12%, caindo para 10,25% em 2027 e 10% em 2028.

    Atualmente, a Selic está fixada em 12,25% ao ano, decisão tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em resposta ao aumento do risco inflacionário, amplificado pelas reações do mercado ao pacote fiscal anunciado em novembro de 2024.

    O Copom indicou que, caso o cenário adverso persista, novos aumentos de 1 ponto percentual poderão ser necessários nas reuniões de janeiro e março.

    Elevações da Selic visam conter a inflação ao reduzir a demanda aquecida. Juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, mas também podem frear o crescimento econômico.

    Por outro lado, cortes na taxa tornam o crédito mais acessível, incentivando consumo e produção, mas aumentando o risco de inflação.

    Câmbio: projeções também sobem

    O mercado também revisou para cima as estimativas para o câmbio. A previsão para o dólar no final de 2025 foi mantida em R$ 6,00. Para 2026, a moeda deve alcançar R$ 6,00, superando os R$ 5,90 projetados anteriormente.

    Em 2027 e 2028, o dólar deve ficar em R$ 5,82 e R$ 5,88, respectivamente.

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