Setor agropecuário do Paraná pressiona governo para barrar importação de tilápia

    Entidades entregam ofício solicitando ação estadual contra a entrada do pescado

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    Setor agropecuário do Paraná pressiona governo para barrar importação de tilápia
    04deFevereirode2025ás16:06

    O setor agropecuário do Paraná intensificou a pressão sobre o governo estadual contra a possível importação de tilápia.

    Representantes de entidades do agronegócio se reuniram com o governador Ratinho Junior (PSD) e entregaram um ofício solicitando a intervenção do Estado para impedir a entrada do pescado no mercado paranaense.

    O documento, assinado por lideranças do setor, foi entregue nesta segunda-feira (3) e argumenta que a importação representaria um risco sanitário e econômico para os produtores locais.

    O Paraná é o maior produtor de tilápia do Brasil, responsável por 40% da produção nacional, e teme perder competitividade diante da concorrência estrangeira.

     
     
     
     
     
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    Uma publicação partilhada por Ágide Eduardo Meneguette (@agideeduardo)

    O ofício foi assinado pelo presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette; pelo secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Natalino Avance de Souza; pelo diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins; pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken; e pelo presidente do Sistema Fiep, Edson Vasconcelos.

    As entidades destacam que a importação, especialmente de países como o Vietnã, pode comprometer a sanidade da piscicultura estadual.

    O documento ressalta que, em 2021, o Paraná foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, um status que exige rigorosos controles sanitários para garantir a abertura de novos mercados.

    parana_tilapia

    No aspecto econômico, os dirigentes alertam que a entrada de filés de tilápia importados a preços mais baixos pode desestabilizar a cadeia produtiva estadual.

    O custo de produção no Paraná é mais elevado em comparação ao dos países exportadores, tornando a concorrência desigual. O ofício menciona casos anteriores, como a importação de lácteos, que causaram impactos negativos ao mercado interno.

    Falta de plano de contingência preocupa setor

    A análise de risco do Ministério da Agricultura focou nos aspectos técnicos da importação, sem considerar os impactos econômicos. Apesar da baixa probabilidade de disseminação do Tilapia Lake Virus (TiLV), especialistas alertam que um eventual surto poderia causar alta mortalidade entre os peixes e prejuízos severos ao setor.

    “Atualmente, o Brasil não possui um plano de contingência específico para o TiLV, o que pode resultar em sérios impactos sociais, econômicos e sanitários caso a doença chegue ao país”, afirmou Meneguette.

    “O Paraná trabalha para expandir seus mercados e manter o status de área livre de febre aftosa sem vacinação, e qualquer fragilidade sanitária pode comprometer esse avanço.”

    tilapia_exportacao_PR_producao

    Pedido de intervenção do governo

    Diante desse cenário, as entidades pedem ao governador que atue para impedir a importação e reforçar a proteção à piscicultura paranaense.

    O pedido inclui notas técnicas da Adapar e de outras instituições, destacando a necessidade de medidas para garantir a sanidade e a competitividade do setor. 

    Além de liderar a produção de tilápia no Brasil, o Paraná tem na aquicultura uma atividade em crescimento, essencial para a geração de emprego e renda em pequenas propriedades.

    O setor busca apoio comercial e proteção sanitária para manter o ritmo de expansão e fortalecer a economia local.

    “A entrada de tilápia importada no Brasil seria altamente prejudicial ao Paraná, que vive um momento de crescimento acelerado no setor. Os produtores precisam de um ambiente seguro e estável para continuar investindo. Por isso, a importação não pode ser permitida”, reforçou Meneguette.

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