Mercado aponta baixa no preço do frango por "reposição lenta"
Autoridades fazem segunda inspeção no epicentro da crise da gripe aviária
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Brasil monitora atualmente 12 casos suspeitos de gripe aviária, segundo ultima atualização do Mapa
O mercado de frango no Brasil registrou recuo nos preços ao longo da semana passada, pressionado por uma reposição mais lenta ao longo da cadeia produtiva, típica da segunda quinzena do mês.
O movimento ocorre mesmo em meio à crise provocada pelo foco de gripe aviária registrado no Rio Grande do Sul.
De acordo com Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, o cenário atual indica que a tendência de preços mais fracos deve continuar no curto prazo, tanto no frango vivo quanto no atacado.
“A menor atuação das redes varejistas e a reposição lenta entre atacado e varejo são características deste período. Mesmo com o foco de IAAP, o mercado já previa esse comportamento”, explicou.
Apesar das incertezas sanitárias, Iglesias avalia que o processo de desinfecção da granja comercial em Montenegro (RS) foi concluído com sucesso, sem registro de novos focos. “O mais provável é que a corrente de comércio seja restabelecida junto aos principais países importadores”, afirmou.
O analista também lembrou que a suspeita de IAAP em uma granja comercial em Ipumirim (SC) foi descartada. “Tudo indica que não teremos outras ocorrências em granjas comerciais nesta temporada, o que favorece a retomada das exportações brasileiras”, disse.

Queda nas cotações
Segundo levantamento da Safras & Mercado, o preço do quilo do peito congelado no atacado de São Paulo caiu de R$ 11,40 para R$ 10,75. A coxa recuou de R$ 8,30 para R$ 7,75 e a asa, de R$ 12,50 para R$ 12,00. No mercado de distribuição, também houve quedas: o peito caiu para R$ 11,00, a coxa para R$ 8,00 e a asa para R$ 12,25.
Nos cortes resfriados, o cenário foi semelhante. No atacado, o peito caiu de R$ 11,50 para R$ 10,85, a coxa de R$ 8,40 para R$ 7,85 e a asa de R$ 12,60 para R$ 12,10. Na distribuição, os preços ficaram em R$ 11,10 (peito), R$ 8,10 (coxa) e R$ 12,35 (asa).
Entre os principais estados produtores, os valores do frango vivo também apresentaram variações. Em São Paulo, a cotação recuou de R$ 6,50 para R$ 6,10. Em Minas Gerais, manteve-se em R$ 5,90. Na integração catarinense, o preço ficou em R$ 4,35; no oeste do Paraná, R$ 4,30; e no Rio Grande do Sul, R$ 4,00.
No Centro-Oeste e Norte, os preços permaneceram estáveis: Mato Grosso do Sul (R$ 5,80), Goiás (R$ 5,80), Distrito Federal (R$ 5,90), Pernambuco (R$ 7,50), Ceará (R$ 7,80) e Pará (R$ 8,00).
Exportações seguem firmes
As exportações brasileiras de carne de frango e miúdos comestíveis, frescos ou congelados, somaram US$ 403,6 milhões em 11 dias úteis de maio, com média diária de US$ 36,7 milhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior.
O volume exportado alcançou 222,9 mil toneladas, com média de 20,2 mil toneladas diárias. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.811, uma alta de 2,2% frente a maio de 2024.
Inspeções intensificadas no RS
No fim de semana, fiscais agropecuários e técnicos da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul realizaram a segunda rodada de visitas em propriedades localizadas num raio de dez quilômetros do foco confirmado da gripe aviária em Montenegro.
Foram inspecionadas 156 propriedades, de um total de 255 previstas neste ciclo. As ações de vigilância continuam neste início de semana.

As quatro barreiras sanitárias seguem ativas 24 horas por dia. Na área de foco (três quilômetros), foram concluídas as inspeções em 19 propriedades de subsistência.
Já na área de vigilância (dez quilômetros), teve início o segundo ciclo, com participação de 49 servidores da Seapi, três do Ministério da Agricultura, cinco da Prefeitura de Montenegro, 30 da Brigada Militar e cinco do Corpo de Bombeiros. Até o momento, 3.495 veículos foram abordados e desinfetados.
Casos em investigação
O Brasil monitora atualmente 12 casos suspeitos de gripe aviária, segundo o Ministério da Agricultura. As ocorrências estão distribuídas em diferentes estados e envolvem animais de subsistência, granjas comerciais e espécies silvestres:
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1. Eldorado do Carajás (PA) – criação de subsistência
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2. Aguiarnópolis (TO) – granja comercial
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3. Salitre (CE) – criação de subsistência
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4. Quixadá (CE) – criação de subsistência
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5. Icapuí (CE) – animal silvestre
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6. Aurelino Leal (BA) – criação de subsistência
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7. Ilhéus (BA) – animal silvestre
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8. Mateus Leme (MG) – animal silvestre
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9. Belo Horizonte (MG) – criação de subsistência
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10. Armação dos Búzios (RJ) – animal silvestre
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11. Armação (SC) – animal silvestre
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12. Triunfo (RS) – criação de subsistência