Minerva e SLC Agrícola firmam projeto de longo prazo por agricultura regenerativa
Parceria reúne gigantes para geração de créditos de carbono e sustentabilidade no Matopiba
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A SLC Agrícola e a Minerva Foods, por meio da MyCarbon, firmaram uma parceria de longo prazo para impulsionar o modelo de agricultura regenerativa no Cerrado.
O iniciativa terá atuação inicial com 20 mil hectares nos estados do Matopiba para chegar a 500 mil hectares até 2030.
A parceria reúne gigantes da pecuária e da agricultura no projeto BRA-3C (Brazilian Regenerative Agriculture for Cerrado’s Carbon Credits), que usa a reconhecida metodologia VM0042.
O objetivo é a geração de créditos de carbono por meio da implementação de práticas agrícolas regenerativas, que além de agregarem impactos ambientais positivos, contribuem para o ganho de produtividade, incremento de renda aos produtores e acesso a mercados em todo mundo.
O modelo será implementado no Cerrado com parâmetros rigorosos para avaliação do estoque de carbono no solo por meio de reavaliações periódicas e uso de imagens de satélite.
Na primeira fase serão 20 mil hectares em fazendas da SLC nos estados do Piauí, Maranhão e Bahia. O objetivo é alcançar 500 mil hectares até 2030.
Nos primeiros 20 anos, o foco será a geração dos créditos de carbono e os outros 20 constituirão o período de monitoramento. Todos os dados serão disponibilizados em plataformas digitais auditáveis.
"A parceria com a SLC é algo que estamos trabalhando há meses. A concretização desse trabalho conjunto nos deixa muito orgulhosos do projeto BRA-3C. Acreditamos que o agronegócio, por meio de transformações regenerativas podem trazer ganhos para todos. Nossa missão é transformar a forma como produzimos, criando um sistema mais resiliente e produtivo ", afirma Marta Giannichi, diretora da MyCarbon.
A parceria, contará com a expertise da SLC na implementação das práticas regenerativas em suas propriedades, utilização de tecnologias e manejos avançados, como rotação de culturas, aplicação de bioinsumos, redução da adubação nitrogenada e plantio de cobertura, com foco no aumento da matéria orgânica do solo.
Enquanto a MyCarbon fará a gestão completa do projeto, que inclui certificação internacional, desenvolvimento metodológico, validação, comercialização dos créditos de carbono, monitoramento e elaboração de relatórios técnicos.
“Acreditamos que a agricultura regenerativa é um passo fundamental para o futuro do agronegócio brasileiro e é um dos nossos pilares no nosso cuidado com o meio ambiente. Essa parceria representa nosso compromisso com a sustentabilidade, aliando inovação tecnológica, conservação do solo e geração de valor ambiental e econômico para toda a cadeia produtiva”, afirma Álvaro Dilli, diretor de RH, Sustentabilidade e TI da SLC Agrícola.
Critérios
Além da possibilidade de renda adicional pela comercialização dos créditos de carbono, a iniciativa contribui para ganhos diretos em produtividade, fertilidade do solo e resiliência climática ao longo do tempo.
Para ser elegível, a propriedade precisa atender a uma série de requisitos, entre eles, não pode ter havido desmatamento nos últimos 10 anos e estar em conformidade com a legislação ambiental brasileira.
“Estamos confiantes com o potencial de evolução produtiva do Cerrado, alinhado com as exigências globais de consumo e as boas práticas de sustentabilidade. Nosso objetivo é garantir, em menos de uma década, uma consolidação de um sistema resiliente ao clima e à disponibilidade hídrica, mantendo altos níveis de produtividade,” destaca Marta.
A iniciativa conta ainda com a atuação de parceiros especializados, como a MyEasyFarm, responsável pelo sistema digital de MRV (Monitoring, Reporting and Verification); Prisma, para coleta de amostras de solo; a Exata Brasil, laboratório responsável pelas análises físico-químicas; e Green Solutions, consultoria técnica para projetos de carbono e inventários de GEE (Gases de Efeito Estufa).
“O projeto BRA-3C reforça nosso papel como protagonistas na construção de um modelo agrícola mais sustentável. A integração de práticas regenerativas à produção em larga escala mostra que é possível conciliar eficiência, rentabilidade e responsabilidade ambiental”, complementa Dilli.