Minerva e SLC Agrícola firmam projeto de longo prazo por agricultura regenerativa

    Parceria reúne gigantes para geração de créditos de carbono e sustentabilidade no Matopiba

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    Minerva e SLC Agrícola firmam projeto de longo prazo por agricultura regenerativa
    28deMaiode2025ás10:07

    A SLC Agrícola e a Minerva Foods, por meio da MyCarbon, firmaram uma parceria de longo prazo para impulsionar o modelo de agricultura regenerativa no Cerrado.

    O iniciativa terá atuação inicial com 20 mil hectares nos estados do Matopiba para chegar a 500 mil hectares até 2030.

    A parceria reúne gigantes da pecuária e da agricultura no projeto BRA-3C (Brazilian Regenerative Agriculture for Cerrado’s Carbon Credits), que usa a reconhecida metodologia VM0042.

    O objetivo é a geração de créditos de carbono por meio da implementação de práticas agrícolas regenerativas, que além de agregarem impactos ambientais positivos, contribuem para o ganho de produtividade, incremento de renda aos produtores e acesso a mercados em todo mundo.

    O modelo será implementado no Cerrado com parâmetros rigorosos para avaliação do estoque de carbono no solo por meio de reavaliações periódicas e uso de imagens de satélite.

    Na primeira fase serão 20 mil hectares em fazendas da SLC nos estados do Piauí, Maranhão e Bahia. O objetivo é alcançar 500 mil hectares até 2030.

    Nos primeiros 20 anos, o foco será a geração dos créditos de carbono e os outros 20 constituirão o período de monitoramento. Todos os dados serão disponibilizados em plataformas digitais auditáveis.

    "A parceria com a SLC é algo que estamos trabalhando há meses. A concretização desse trabalho conjunto nos deixa muito orgulhosos do projeto BRA-3C. Acreditamos que o agronegócio, por meio de transformações regenerativas podem trazer ganhos para todos. Nossa missão é transformar a forma como produzimos, criando um sistema mais resiliente e produtivo ", afirma Marta Giannichi, diretora da MyCarbon.

    A parceria, contará com a expertise da SLC na implementação das práticas regenerativas em suas propriedades, utilização de tecnologias e manejos avançados, como rotação de culturas, aplicação de bioinsumos, redução da adubação nitrogenada e plantio de cobertura, com foco no aumento da matéria orgânica do solo.

    Enquanto a MyCarbon fará a gestão completa do projeto, que inclui certificação internacional, desenvolvimento metodológico, validação, comercialização dos créditos de carbono, monitoramento e elaboração de relatórios técnicos.

    “Acreditamos que a agricultura regenerativa é um passo fundamental para o futuro do agronegócio brasileiro e é um dos nossos pilares no nosso cuidado com o meio ambiente. Essa parceria representa nosso compromisso com a sustentabilidade, aliando inovação tecnológica, conservação do solo e geração de valor ambiental e econômico para toda a cadeia produtiva”, afirma Álvaro Dilli, diretor de RH, Sustentabilidade e TI da SLC Agrícola.

    Critérios

    Além da possibilidade de renda adicional pela comercialização dos créditos de carbono, a iniciativa contribui para ganhos diretos em produtividade, fertilidade do solo e resiliência climática ao longo do tempo.

    Para ser elegível, a propriedade precisa atender a uma série de requisitos, entre eles, não pode ter havido desmatamento nos últimos 10 anos e estar em conformidade com a legislação ambiental brasileira.

    “Estamos confiantes com o potencial de evolução produtiva do Cerrado, alinhado com as exigências globais de consumo e as boas práticas de sustentabilidade. Nosso objetivo é garantir, em menos de uma década, uma consolidação de um sistema resiliente ao clima e à disponibilidade hídrica, mantendo altos níveis de produtividade,” destaca Marta.

    A iniciativa conta ainda com a atuação de parceiros especializados, como a MyEasyFarm, responsável pelo sistema digital de MRV (Monitoring, Reporting and Verification); Prisma, para coleta de amostras de solo; a Exata Brasil, laboratório responsável pelas análises físico-químicas; e Green Solutions, consultoria técnica para projetos de carbono e inventários de GEE (Gases de Efeito Estufa).

    “O projeto BRA-3C reforça nosso papel como protagonistas na construção de um modelo agrícola mais sustentável. A integração de práticas regenerativas à produção em larga escala mostra que é possível conciliar eficiência, rentabilidade e responsabilidade ambiental”, complementa Dilli.

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