Inflação de 2025: mercado reduz projeção, mas índice ainda supera meta do BC

    Estimativa para o PIB recua para 2,13%; previsão para o dólar segue em R$ 5,80

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    Inflação de 2025: mercado reduz projeção, mas índice ainda supera meta do BC
    02deJunhode2025ás16:51

    O  mercado financeiro voltou a revisar para baixo a estimativa da inflação oficial em 2025, mas o índice ainda permanece acima do limite da meta estabelecida pelo Banco Central.

    A previsão para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 5,5% para 5,46%, segundo dados do Boletim Focus divulgados nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central.

    A meta de inflação para 2025 é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, o teto da meta é de 4,5%. A nova projeção, embora mais baixa, segue fora da faixa considerada ideal.

    Para os anos seguintes, as estimativas do mercado são de 4,5% em 2026, 4% em 2027 e 3,85% em 2028.

    Em abril, o IPCA subiu 0,43%, em desaceleração pelo segundo mês consecutivo. Em fevereiro, o índice havia avançado 1,31% e, em março, 0,56%. O acumulado em 12 meses chega a 5,53%, influenciado sobretudo pelos preços dos alimentos e produtos farmacêuticos.

    Juros permanecem em patamar elevado

    Para conter a inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros (Selic) como principal ferramenta. Atualmente, a taxa está em 14,75% ao ano, após seis aumentos consecutivos.

    Na última reunião, realizada no início do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou os juros em 0,5 ponto percentual, mantendo o tom de cautela diante das incertezas econômicas. 

    Em comunicado, o Copom indicou que o cenário exige prudência e não antecipou novos movimentos. A expectativa do mercado é que a Selic permaneça nesse nível até o fim de 2025 e comece a cair apenas em 2026, com estimativa de 12,5%.

    Para 2027 e 2028, as projeções são de 10,5% e 10%, respectivamente. 

    Juros mais altos encarecem o crédito, o que ajuda a frear a demanda e conter os preços. Por outro lado, também podem desacelerar o crescimento econômico ao desestimular o consumo e o investimento.

    PIB e câmbio: leve ajuste nas projeções

    O Boletim Focus também revisou ligeiramente para baixo a projeção do PIB brasileiro em 2025, de 2,14% para 2,13%. Para 2026, a estimativa subiu de 1,7% para 1,8%. Já para 2027 e 2028, o crescimento projetado se mantém em 2% ao ano. 

    No primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 1,4%, impulsionada sobretudo pela agropecuária, segundo o IBGE. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%, no quarto ano consecutivo de crescimento. 

    Já a previsão para o dólar ao fim de 2025 segue em R$ 5,80, com expectativa de R$ 5,90 para 2026.

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