Brasil descarta mais uma suspeita e mais clientes flexibilizam restrições
Missão internacional do governo reduz restrições à carne de frango brasileira
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) descartou a presença do vírus da gripe aviária em uma granja comercial localizada em Anta Gorda (RS).
Segundo documento obtido pela Reuters, os testes laboratoriais realizados deram negativo tanto para a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) quanto para a Doença de Newcastle.
Apesar da confirmação extraoficial, o caso ainda aparece como ativo no painel oficial de monitoramento do Mapa, que, até a manhã desta terça-feira (3), mantinha o status de “em investigação”.
Anta Gorda era, até então, o único foco suspeito em granja comercial no país — o que gerava apreensão no setor, já que casos confirmados em criações comerciais podem resultar em embargos por parte de países importadores.
Atualmente, o único registro confirmado de gripe aviária em granja comercial no Brasil é o de Montenegro (RS), detectado em maio. Após a desinfecção da unidade, o país iniciou um período de observação de 28 dias, a partir de 22 de maio.
Caso não surjam novos focos, o Brasil poderá se autodeclarar livre da doença em granjas comerciais.
Casos em investigação no Brasil
Segundo o painel atualizado do Ministério da Agricultura, sete casos seguem em investigação no país. Além do foco em Anta Gorda (RS), os demais envolvem criações domésticas ou aves silvestres.
Confira a lista atualizada:
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Quixeramobim (CE) – Galinha e pato, criação doméstica
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Itajuípe (BA) – Galinha, criação doméstica
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Belo Horizonte (MG) – Pombo, animal silvestre
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Divinópolis (MG) – Galinha, criação doméstica
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Novo Cruzeiro (MG) – Galinha, criação doméstica
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Santo Antônio do Monte (MG) – Pombo, animal silvestre
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Brasília (DF) – Irerê, animal silvestre
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Anta Gorda (RS) – Galinha, criação doméstica comercial
Missão oficial resulta em avanço nas exportações de frango
Enquanto o caso de Anta Gorda é tecnicamente encerrado, uma missão internacional do Mapa ao Norte da África e Oriente Médio trouxe avanços importantes para o comércio exterior brasileiro.
Entre 26 de maio e 1º de junho, a comitiva passou por Argélia, Tunísia, Jordânia e Kuwait para reforçar relações bilaterais e ampliar mercados.
Na Jordânia, após reuniões técnicas e apresentação das medidas adotadas pelo Brasil contra a gripe aviária, as autoridades locais flexibilizaram as restrições à carne de frango, agora limitadas ao Rio Grande do Sul.
O Mapa também propôs a regionalização da medida para um raio de 10 km ao redor do foco, conforme normas internacionais, além de sugerir a atualização do Certificado Sanitário Internacional (CSI). O Kuwait seguiu o mesmo caminho e reduziu as restrições ao território gaúcho.
“A resposta rápida e o diálogo transparente com nossos parceiros estão revertendo embargos com base em critérios científicos e confiança mútua”, afirmou o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira, que liderou a missão.
Apesar dos avanços no Oriente Médio, a China adotou uma medida mais rígida. Após a confirmação do foco em Montenegro (RS), suspendeu totalmente as importações de carne de frango e produtos avícolas do Brasil.
A decisão, que afeta o maior exportador mundial da proteína, interrompe um fluxo de cerca de US$ 1,5 bilhão registrado em 2024. Segundo autoridades chinesas, todos os produtos serão devolvidos ou destruídos se chegarem ao país.