Gripe aviária: zoológico de Brasília é fechado, Seara abate 67 mil frangos e Brasil investiga nove casos

    Decisão estratégica da empresa evita riscos logísticos e comerciais após detecção do vírus em área próxima

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    Fechamento tem objetivo de proteger os animais do parque, os trabalhadores e os visitantes (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

    Fechamento tem objetivo de proteger os animais do parque, os trabalhadores e os visitantes (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

    29deMaiode2025ás10:40

    O Jardim Zoológico de Brasília foi fechado temporariamente após a morte de duas aves de vida livre – um pombo e um marreco irerê – nas dependências do parque.

    Embora os animais não fizessem parte do plantel fixo, a medida foi adotada como precaução diante da possibilidade de contaminação por influenza aviária. Enquanto isso, o país monitora nove focos suspeitos da doença.

    As amostras no zoológico foram coletadas pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF) e encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A investigação segue os protocolos sanitários nacionais.

    Segundo a Seagri-DF, não há outros casos suspeitos no DF, nem entre aves silvestres nem em granjas comerciais ou de subsistência.

     O fechamento do zoológico segue critérios de biossegurança, com o objetivo de proteger os animais do parque, os trabalhadores e os visitantes. A reabertura será avaliada após a conclusão das análises laboratoriais e a confirmação da ausência de risco sanitário.

    A pasta reforçou ainda que não há qualquer ameaça à saúde humana no consumo de carne de frango e ovos inspecionados.

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    Seara antecipa abate de 67 mil frangos por precaução

    A Seara, empresa do grupo JBS, decidiu antecipar o abate de 67,1 mil frangos de uma granja localizada a 6,5 km de Montenegro (RS), município onde foi confirmado um foco de gripe aviária em estabelecimento comercial de outra companhia. A ação foi aprovada pelo Mapa e concluída entre os dias 22 e 24 de maio.

    Embora os animais estivessem saudáveis, a empresa argumentou que a permanência deles na granja de recria – onde deveriam ficar temporariamente antes de serem transferidos para granja de produção – se tornaria inviável diante das restrições sanitárias impostas em um raio de 10 km.

    A impossibilidade de movimentação obrigaria a permanência dos frangos em um ambiente inadequado por pelo menos 28 dias, o que comprometeria o bem-estar animal e a produtividade.

    Além da questão logística, a Seara avaliou que haveria dificuldades na comercialização futura dos lotes. Por isso, solicitou ao Ministério a autorização para o abate, que foi realizado sob fiscalização oficial, conforme normas sanitárias nacionais e internacionais.

    Segundo a empresa, o processo respeitou integralmente os protocolos de sanidade e segurança alimentar, e contou com apoio da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul (Seapi), que emitiu as guias de trânsito para descarte.

    Eliminação no foco de Montenegro

    Em paralelo, o trabalho de saneamento na granja afetada em Montenegro foi finalizado no dia 21 de maio. No total, foram eliminadas 60,1 mil galinhas e 7 mil galos.

    A operação seguiu diretrizes do Plano Nacional de Contingência, com destruição controlada de material biológico e apoio do serviço veterinário oficial.

    A fim de acelerar o processo, prestadores de serviço da Seara solicitaram a ampliação temporária do limite de abates diários, que passou de 18 mil para até 25 mil aves.

    Barreiras sanitárias seguem no Vale do Caí

    Quatro barreiras sanitárias continuam ativas em Montenegro, no Vale do Caí, para evitar a propagação do vírus. Desde a instalação, mais de 4 mil veículos – principalmente caminhões de transporte de ração e coleta de leite – foram desinfetados. As barreiras atuam em estradas vicinais próximas ao foco e na RS-124, como parte das ações de bloqueio.

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    A Secretaria da Agricultura do RS reforça que, embora a situação esteja controlada, o estado permanece em alerta máximo. A colaboração de produtores, transportadores e da comunidade segue sendo essencial para o cumprimento das medidas preventivas.

    Casos sob investigação

    O Mapa confirmou ontem (28) um novo foco de gripe aviária em uma ave silvestre da espécie joão-de-barro em Montenegro – o segundo no município.

    Com isso, o país mantém nove casos em investigação, sendo um deles em granja comercial. Os demais envolvem criações domésticas e aves de vida livre.

    Locais com casos em investigação

    Criação de subsistência:

    • Manacapuru (AM)

    • Quixadá (CE)

    • Aurelino Leal (BA)

    • Amambai (MS)

    Granja comercial:

    • Anta Gorda (RS)

    Aves silvestres:

    • Icapuí (CE)

    • Ilhéus (BA)

    • Armação dos Búzios (RJ)

    • Brasília (DF)

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