JBS investe mais de R$ 35 milhões no Pará para rastrear gado e apoiar pequenos produtores
Empresa apoia programa estadual pioneiro que pretende mapear todo o rebanho bovino e bubalino do estado até 2026
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A JBS revelou nesta quinta-feira (10) que já investiu mais de R$ 35 milhões em iniciativas de rastreabilidade de gado e apoio a pequenos produtores no Pará, como parte de um programa estadual inédito que tem como meta rastrear integralmente o rebanho bovino e bubalino da região até o fim de 2026.
O balanço das ações foi apresentado durante a “Expedição ao Mercado Sustentável de Carne e Couro do Pará”, evento promovido pela The Nature Conservancy (TNC) Brasil.
O programa envolve uma coalizão entre governo, produtores, sociedade civil e indústria. Como parte das ações, a JBS alocou US$ 5 milhões (cerca de R$ 27 milhões) no Programa Acelerador de Rastreabilidade, que busca incentivar fornecedores indiretos a adotarem dispositivos eletrônicos (tags) para rastrear individualmente os animais.
Entre as ações, a empresa já doou 2 milhões de brincos de identificação e 175 leitores eletrônicos para a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). Os leitores captam os dados dos brincos, permitindo o monitoramento individual dos animais.
O foco inicial do programa está no Sudeste do Pará, em municípios como Marabá e Santana do Araguaia, onde equipes da JBS e parceiros visitam as propriedades com técnicos treinados e credenciados pelo estado.
“Nossas ações foram preparadas para dar escala ao programa estadual ao apoiar fornecedores diretos e indiretos, com capacidade de alcançar até 2 milhões de tags para o rastreamento de rebanhos. Essa fase é crucial para superar gargalos e testar em escala as ferramentas e soluções de rastreabilidade disponíveis”, afirmou Fábio Dias, líder de Pecuária Sustentável da JBS.

Expansão territorial e parcerias
Além da região sudeste, a expansão do programa prevê atuação em outras áreas do estado, como o Sudoeste (Altamira, Anapu e Pacajá), o Baixo Amazonas (Belterra e Santarém) e o Marajó. Há também a intenção de replicar o modelo em outros estados brasileiros.
O Programa Acelerador é conduzido em parceria com a Adepará e a TNC, e conta com empresas parceiras para as operações em campo.
Escritórios Verdes
Outro eixo de investimento da JBS no Pará são os Escritórios Verdes, que desde 2021 já receberam US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões). O objetivo é oferecer apoio técnico gratuito e especializado à regularização ambiental de propriedades rurais, com foco nos pequenos produtores.
As unidades auxiliam os produtores em todas as etapas da regularização, desde o registro e validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) até a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), quando aplicável. Também atuam no levantamento de embargos e na requalificação comercial de produtores não conformes, por meio de programas como Sirflor e Reconecta Pará.
A empresa mantém quatro escritórios físicos na região Sudeste do estado: Santana do Araguaia, Redenção, Tucumã e Marabá. Desde 2024, os Escritórios Verdes oferecem também assistência técnica e gerencial aos produtores, por meio da versão EV 2.0, e operam com o apoio da Plataforma de Territórios Sustentáveis (PTS), em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).
Em nível nacional, o programa Escritórios Verdes da JBS já apresenta resultados expressivos. Desde seu lançamento em 2021, foram regularizadas 18.042 fazendas, com 7.005 hectares atualmente em processo de restauração florestal.