Na Ana Maria Braga, Alckmin diz que governo vai preservar produção e empregos
Mais tarifaço: Tesouro dos EUA procura Haddad para agendar nova reunião
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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que o governo brasileiro prepara um plano de apoio aos setores produtivos afetados, após implementação do tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com início previsto para 06 de agosto.
“Ninguém ficará desamparado”, assegurou Alckmin, durante participação no programa Mais Você, da apresentadora Ana Maria Braga, nesta quinta-feira (31/7). Setores como carnes, café e frutas estão entre os mais afetados e já pressionam o governo brasileiro por um solução.
Os próximos passos, segundo ele, são negociar a redução das tarifas, anunciar medidas para preservar a produção e os empregos no País e buscar novos mercados para produtos brasileiros.
Segundo decreto publicado pela agência estadunidense, os americanos vão pagar mais caro pelo café, fruta, carne, peixe, calçado, entre outros produtos nacionais.
O plano para apoiar esses setores mais afetados pelas tarifas está em fase de finalização pelo Governo Federal, segundo Alckmin, e vai priorizar a preservação do emprego e da produção. Ainda segundo o vice-presidente, 36% das exportações aos EUA serão afetadas e que "o governo seguirá negociando".
Tesouro dos EUA procura Haddad
A Secretaria de Tesouro dos Estados Unidos (EUA) procurou o Ministério da Fazenda para marcar a segunda agenda para debater o tarifaço imposto pelo governo Trump contra parte das exportações brasileiras. Ainda não há data para reunião. O último encontro entre a Fazenda e o secretário de Tesouro dos EUA, Scott Bessent, foi em maio, antes do anúncio da tarifa de 50%.![]()
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O ministro destacou que é apenas o ponto de partida das negociações.
“Nós estamos em um ponto de partida mais favorável do que se imaginava. Mas longe do ponto de chegada. Há muita injustiça nas medidas que foram anunciadas ontem”, esclareceu o ministro da Economia, Fernando Haddad.
Aproximadamente 700 produtos ficaram de fora da lista do tarifaço de 50% contra o Brasil.