Trump aplica Lei Magnitsky e sanciona esposa de Alexandre de Moraes

    Medida inclui bloqueio de bens nos EUA e atinge também o Instituto Lex, entidade da família do ministro

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    Alexandre de Moraes no segundo dia de sessão do STF do julgamento dos primeiros oito réus da trama golpista. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

    Alexandre de Moraes no segundo dia de sessão do STF do julgamento dos primeiros oito réus da trama golpista. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

    22deSetembrode2025ás11:51

    O governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, anunciou nesta segunda-feira (22) sanções contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. 

    A medida foi aplicada com base na Lei Magnitsky, utilizada pelos norte-americanos para punir estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos.

    O Instituto Lex, entidade fundada pela família do ministro no ano 2000 e atualmente administrada por Viviane e seus filhos, também foi incluído na lista.

    Com a designação, todos os eventuais bens da advogada em território americano ficam bloqueados, assim como empresas a ela vinculadas.

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    Além disso, tanto Viviane quanto Alexandre de Moraes — que já havia sido alvo da mesma legislação em julho — estão impedidos de realizar transações financeiras nos Estados Unidos, o que inclui operações com bancos e uso de cartões de crédito emitidos por instituições americanas.

    A decisão foi oficializada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), ligado ao Departamento do Tesouro dos EUA, e representa uma das reações prometidas por Trump à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo.

    Para o republicano, a sentença contra Bolsonaro faz parte de uma “caça às bruxas”, argumento que ele tem usado para justificar novas retaliações contra autoridades brasileiras.

    BNDES já liberou R$ 1,2 bi em crédito para empresas atingidas pelo tarifaço dos EUA

    Em apenas dois dias após a abertura para pedidos, o Plano Brasil Soberano já aprovou R$ 1,2 bilhão em financiamentos para empresas brasileiras impactadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos.  

    O programa, criado para socorrer exportadores atingidos pelas novas barreiras comerciais americanas, prevê R$ 40 bilhões em crédito, com taxas subsidiadas. A medida busca dar fôlego a negócios que enfrentam tarifas de até 50% nas vendas externas.

    De acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela execução do plano, 533 empresas já apresentaram solicitações que somam R$ 3,1 bilhões.

    Do total, R$ 1,2 bilhão foi liberado, enquanto R$ 1,9 bilhão segue em análise. Os dados foram atualizados na noite de sexta-feira (19).

    O Brasil Soberano conta com R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e outros R$ 10 bilhões de recursos do próprio BNDES.

    Os financiamentos podem ser usados em linhas de capital de giro, adaptação da atividade produtiva, compra de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados. 

    Uma das contrapartidas exigidas das empresas é o compromisso de não realizar demissões.

    Perfil das empresas 

    Entre quinta (18) e sexta-feira (19), foram aprovadas 75 operações de crédito, todas destinadas a capital de giro. 

    A indústria de transformação respondeu por 84,1% das aprovações. Em seguida aparecem agropecuária (6,1%), comércio e serviços (5,7%) e indústria extrativa (4,2%). Pequenas e médias empresas representaram quase um terço (30%) do valor total liberado. 

    Ao todo, 2.236 companhias acessaram o sistema do BNDES para verificar elegibilidade ao programa. Dessas, 533 foram consideradas aptas, por terem ao menos 5% do faturamento bruto, entre julho de 2024 e julho de 2025, formado por produtos incluídos na lista de tarifação. 

    Impactos do tarifaço 

    Um levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) aponta que, em agosto, as exportações brasileiras de produtos atingidos pelas tarifas caíram 22,4% na comparação anual. 

    Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as tarifas de até 50% atingem 35,9% das exportações brasileiras para os EUA. 

     

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