Ministério da Saúde amplia envio de antídoto contra metanol e alcança nove estados

    Nova remessa de etanol farmacêutico chega a mais quatro estados; Polícia Federal investiga uso de metanol em bebidas adulteradas

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    Ministério da Saúde amplia envio de antídoto contra metanol e alcança nove estados
    08deOutubrode2025ás09:44

    Com o aumento dos casos de bebidas e combustíveis falsificados, o Ministério da Saúde intensificou a distribuição de etanol farmacêutico, usado como antídoto em casos de intoxicação por metanol.

    Uma  nova remessa do produto começou a ser enviada nesta terça-feira (7) a mais quatro estados, ampliando para nove o número de unidades da federação abastecidas.

    No total, já foram entregues 1.125 frascos do medicamento.

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    Estados que receberam o antídoto

    • Acre: 30 ampolas

    • Bahia: 90 ampolas

    • Ceará: 120 ampolas

    • Distrito Federal: 90 ampolas

    • Goiás: 75 ampolas

    • Mato Grosso do Sul: 60 ampolas

    • Pernambuco: 240 ampolas

    • Paraná: 360 ampolas

    • Rio de Janeiro: 60 ampolas

    As ampolas fazem parte do estoque estruturado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

    A estratégia garante a reposição e o envio conforme a demanda de cada estado.

    O ministério também confirmou a aquisição de mais 60 mil ampolas, que devem reforçar o estoque nacional.

    Fomepizol deve chegar ainda nesta semana

    Paralelamente, o governo adquiriu 2,5 mil unidades de fomepizol, outro antídoto usado contra a intoxicação por metanol, fabricado por uma empresa japonesa.

    A companhia ainda doou 100 unidades adicionais, totalizando 2,6 mil frascos.
    A expectativa é que o lote chegue ao Brasil ainda nesta semana, com distribuição imediata aos estados mais afetados.

    Polícia Federal investiga uso de metanol em bebidas falsificadas

    A Polícia Federal apura se o metanol abandonado por criminosos após operações contra o crime organizado no setor de combustíveis estaria sendo usado para adulterar bebidas alcoólicas.

    A informação foi confirmada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, em entrevista coletiva nesta terça-feira (7).

    “Muitos caminhões e tanques de metanol foram abandonados depois desta operação. E esta é uma hipótese que está sendo estudada, trilhada e acalentada pela Polícia Federal”, afirmou o ministro.

    Lewandowski explicou que a apuração busca determinar a origem do metanol — se derivado de combustíveis fósseis ou de processos agrícolas.

    “Se esta é a origem do metanol que está adulterando as bebidas, a atuação repressiva será numa direção. Se esse metanol tiver origem em produtos agrícolas, a repressão terá outros alvos”, disse.

    O ministro não descartou ligação entre o crime organizado e as falsificações de bebidas alcoólicas, que vêm provocando casos de intoxicação por metanol em várias regiões do país.

    Na semana passada, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, negou que os episódios registrados no estado — o que concentra o maior número de casos e mortes — tenham relação com facções criminosas.

    Governo promete reforçar controle sobre materiais de falsificação

    Lewandowski também afirmou que o governo vai reforçar a fiscalização sobre sites que comercializam rótulos, lacres, tampas e garrafas, materiais frequentemente usados em esquemas de falsificação.

    A medida será coordenada pela Secretaria Nacional do Consumidor, com apoio do Ministério da Agricultura e da Receita Federal.

    Após reunião com representantes da indústria, o ministro anunciou a criação de um comitê informal de enfrentamento às bebidas adulteradas com metanol, formado por representantes do setor público e privado.

    A proposta é integrar ações repressivas e protetivas, fortalecendo a troca de informações e boas práticas.

    “A ideia é planejar tanto ações repressivas, contra aqueles que atuaram na adulteração das bebidas, quanto protetivas para o setor de bebidas”, disse Lewandowski.

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