Vale da Celulose: Mato Grosso do Sul prevê expansão de 40% na base florestal até 2028

    Anúncio foi feito pelo governo do estado do Mato Grosso do Sul, que prevê base florestal de 2,5 milhões de hectares em três anos

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    Vale da Celulose: Mato Grosso do Sul prevê expansão de 40% na base florestal até 2028
    24deOutubrode2025ás13:05

    O  Mato Grosso do Sul avança para consolidar o que vem sendo chamado de “Vale da Celulose” — região de forte concentração de plantas industriais, florestas plantadas e logística orientada para exportação. 

    Em anúncio recente, o governo do Estado do Mato Grosso do Sul projetou que a base florestal plantada no território deve saltar de cerca de 1,8 milhão de hectares para 2,5 milhões de hectares nos próximos três anos, um crescimento de aproximadamente 40% até 2028. 

    A meta foi apresentada pelo secretário Jaime Verruck, titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), durante o evento Bracell2030 (2025).

    Segundo Verruck, atualmente o Estado conta com cerca de 1,8 milhão de hectares de florestas plantadas, o número exato informado foi 1.881 milhão de hectares. 

    “A exportação de aproximadamente 92% da produção de celulose evidencia um elevado nível de interação com o mercado global”, afirmou.

    A meta é ambiciosa: alcançar 2,5 milhões de hectares em plantações até 2028, o que representa um acréscimo de 700 mil hectares.

    Esse crescimento, aponta o secretário, está intimamente ligado à duplicação ou consolidação de grandes empreendimentos florestais e industriais no Estado, como a futura planta da Eldorado Brasil, por exemplo. 

    O Estado do Mato Grosso do Sul já vem há algum tempo se estruturando como polo da celulose. Em setembro de 2024, o governo lançou o projeto “Rota da Celulose”, com ênfase na infraestrutura viária (BR-262, BR-267, MS-040, MS-338, MS-395) para apoiar o corredor logístico da indústria. 

    Um levantamento de agosto de 2025 apontou que o MS estima mais de R$ 70 bilhões em investimentos em celulose até 2028.  

    Esses dados sugerem que o crescimento da base florestal não é isolado, mas parte de uma estratégia de desenvolvimento industrial florestal e de exportação.

    Implicações econômicas e ambientais

    O setor de papel e celulose já representa uma parcela importante do PIB estadual, com uma fatia de 10,7%, conforme levantamento feito pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul neste ano. Esse mercado movimentou mais de R$ 15 bilhões em 2024.

    A expansão da base plantada estimula a geração de empregos, valoriza cadeias de fornecimento e traz maior resiliência a secas e riscos climáticos.

    No entanto, a regulamentação ambiental e a aceitação internacional de créditos de carbono para eucalipto continuam como gargalos. A não-aceitação pela ONU afeta o potencial de monetização de serviços ambientais do setor.

    Assim, a meta de “2,5 milhões de hectares” inclui não apenas plantio, mas também a necessidade de garantir áreas de preservação.

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