Capitão do time sensação do Brasileirão quase foi peão de rodeio
Danielzinho é um dos líderes do Mirassol, quarto colocado no Brasileirão e candidato a uma vaga inédita na Libertadores
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Danielzinho durante treinamento no CT do Mirassol, no interior de São Paulo (Foto: JP Pinheiro/Agência Mirassol)
Antes de ser o “motorzinho” que comanda o Mirassol rumo ao topo da Série A, Danielzinho quase foi cowboy.
Nascido em Andradina, interior de São Paulo, o meia Daniel de Oliveira Sertanejo cresceu entre o campo e as arenas de montaria e, até os 13 anos, sonhava em ser peão de rodeio, tradição levada a sério por sua família.
Mas a história tomou outro rumo depois de um conselho simples, vindo do avô: “Você pode ter mais futuro no futebol.”
O menino ouviu, trocou o chapéu pelas chuteiras e nunca mais olhou para trás.
“O mundo do rodeio deve ser beeeeem mais difícil, né. Encarar um touro bravo se torna muito mais difícil do que encarar qualquer adversário no futebol”, contou em entrevista ao 365Scores.
Assim, trocou as montarias por passes, assumiu a braçadeira e se firmou como peça central no time sensação da Série A do Campeonato Brasileiro 2025 — uma receita que leva boas doses de sonho, trabalho e humildade.

Hoje, aos 29 anos e com 1,66 m de altura, o meia é capitão e referência técnica do Mirassol, sensação do Campeonato Brasileiro de 2025.
O clube paulista ocupa o quarto lugar, sonha com uma vaga inédita na Libertadores e segue invicto como mandante — 16 jogos, 10 vitórias e seis empates.
Danielzinho carrega o apelido de “motorzinho” não pela estatura, mas pela energia e regularidade dentro de campo. Em três temporadas, já ultrapassou os 100 jogos pelo clube, consolidando-se como líder e símbolo do time que desafia os gigantes da Série A.
Liderança que nasce da rotina
Em entrevista ao Globo Esporte, o jogador destacou que a faixa de capitão é consequência, não causa.
“Acho que o líder não se faz, ele nasce assim. Depois, com o tempo, vai aperfeiçoando”, disse.
Para o clube do interior paulista, ter um atleta com esse perfil faz diferença, o que mostra que ascensão nem sempre precisa vir de investimento milionário: parte de persistência, aquela mesma, típica dos peões.
Com contrato até o fim de 2025, Danielzinho mantém os pés no chão e o foco no coletivo. O desafio agora é ajudar o Leão a consolidar-se entre os grandes e, quem sabe, levar o time à primeira Libertadores da história e continuar sendo esse “motorzinho” que não para.
Se o rodeio ficou para trás, o campo (de futebol) está à frente, e ele parece preparado para acelerar cada vez mais.