Alemanha entra no Fundo das Florestas; bilionário australiano vai investir US$ 10 milhões
Andrew Forrest anuncia o primeiro aporte privado na iniciativa brasileira
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A Alemanha confirmou, nesta sexta-feira (7), a entrada no Fundo das Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), principal iniciativa global lançada sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para financiar a preservação de biomas tropicais.
No mesmo dia, o bilionário australiano Andrew Forrest, fundador da Fortescue Metals Group, anunciou que vai investir US$ 10 milhões no fundo, tornando-se o primeiro investidor privado da iniciativa.
A confirmação da entrada alemã foi do primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz. Ele afirmou que a Alemanha contribuirá com um valor “considerável”, mas não anunciou uma quantia. A indefinição frustrou parte do governo brasileiro, que esperava um comprometimento financeiro mais concreto.
“Vamos contribuir com quantia considerável”, disse Merz, durante entrevista coletiva após o encontro com Lula.
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Segundo o premiê, a definição do valor depende de ajustes internos junto ao Ministério da Fazenda alemão. Ele indicou que o anúncio pode ser feito “nos próximos dias”, mas admitiu que o processo pode demorar um pouco mais.
“Precisamos revisar a estrutura novamente e contabilizar isso no orçamento”, afirmou Merz.
O líder alemão ressaltou que já há um consenso avançado sobre a contribuição, mas que o anúncio formal ainda depende de revisões orçamentárias e acordos políticos dentro do governo.

Primeiro investimento privado no TFFF
O bilionário australiano Andrew Forrest, fundador da Minderoo Foundation e da mineradora Fortescue Metals Group, anunciou nesta sexta-feira (7) o primeiro investimento privado no TFFF, fundo global lançado sob a liderança de Lula para financiar a conservação de florestas tropicais. A informação foi publicada pelo jornal O Globo.
O aporte será de US$ 10 milhões (cerca de R$ 57 milhões) em capital catalítico — recursos de impacto social e ambiental com perspectiva de retorno financeiro de longo prazo.
“Isto é um investimento, não uma doação. Trata-se de capital filantrópico paciente e de longo prazo que deve atrair todos os investidores conscientes”, afirmou Forrest.
Segundo o empresário, o objetivo é atrair investidores institucionais e filantrópicos para o fundo, tornando a proteção florestal “uma escolha econômica racional”, com incentivos financeiros para países que mantêm suas florestas em pé.
A meta inicial, confirmada pelo ministro Fernando Haddad, é captar US$ 25 bilhões e, em uma segunda fase, alcançar US$ 100 bilhões no mercado.
Fundo Florestas Tropicais para Sempre
O TFFF combina investimento público e privado para financiar países com florestas tropicais na preservação de seus biomas.
Ao todo, 34 países endossaram a Declaração do TFFF, representando quase 90% das florestas tropicais em países em desenvolvimento, entre eles Indonésia, República Democrática do Congo e China.
A proposta é captar, durante a COP20, US$ 25 bilhões de países investidores, estimulando o ingresso de capital privado para multiplicar o valor total até US$ 125 bilhões, que serão aplicados em conservação e recuperação de áreas florestais.
O Brasil já anunciou um aporte de US$ 1 bilhão. A Noruega se comprometeu com US$ 3 bilhões ao longo de dez anos, condicionados a metas ambientais. A Indonésia também vai aportar US$ 1 bilhão. A França indicou até US$ 577 milhões até 2030, e Portugal anunciou US$ 1 milhão.
Ainda nesta sexta-feira, Lula deve se reunir com o presidente de Moçambique, Daniel Chapo, para discutir cooperação ambiental e investimentos bilaterais.