Bayer firma acordo com Honduras e Suriname para proteger florestas tropicais na COP30

    Carta de Intenções prevê novo modelo de crédito de carbono baseado em florestas tropicais e destaca tecnologias agrícolas voltadas à adaptação climática

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    Bayer firma acordo com Honduras e Suriname para proteger florestas tropicais na COP30
    18deNovembrode2025ás09:50

    Na Cúpula de Líderes da COP30, em Belém, a Bayer e os governos de Honduras e Suriname assinaram uma Carta de Intenções para desenvolver um novo modelo de crédito de carbono baseado em florestas tropicais.

    A iniciativa também conta com o apoio de Deutsche Bank, Siemens e da Coalizão para Nações da Floresta Tropical (CfRN)

    O mecanismo deve permitir, pela primeira vez, a compra direta de certificados pelo setor privado de países latino-americanos com grandes áreas de floresta tropical, apoiando iniciativas de conservação.

    A proposta está alinhada ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre, lançado pelo governo brasileiro. 

    Segundo a empresa, a proposta será um passo significativo para canalizar financiamento privado e proteger a floresta amazônica.

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    A assinatura contou com a presença da presidente de Honduras, Xiomara Castro, do CEO global da Bayer e de ministros dos países envolvidos, além do presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago. 

    Inovações agrícolas em destaque na COP30

    Além do acordo climático, a conferência, sediada em um dos principais polos agrícolas do mundo, abriu espaço para debates sobre agricultura sustentável e descarbonização da produção.

    Rodrigo Santos, presidente global da Divisão Agrícola da Bayer, destacou a relevância da inovação para o avanço da produtividade no campo.

    Nos últimos 30 anos, o Brasil passou de importador líquido de produtos agrícolas a um dos maiores exportadores agrícolas, aumentando a produtividade”, afirmou.

    Nesse contexto, a empresa participa de painéis técnicos e apresenta tecnologias voltadas à adaptação às mudanças climáticas, como o Sistema Inteligente de Milho Preceon™, com maior resistência a tempestades, e o Arroz de Semeadura Direta, que pode reduzir o uso de água em até 40% e as emissões em cerca de 45% em relação ao sistema transplantado.

    Programas de agricultura regenerativa 

    A Bayer também detalhou sua atuação em agricultura de baixo carbono na América Latina, por meio do PRO Carbono, programa desenvolvido em parceria com a Embrapa.

    Com cerca de três mil produtores no Brasil e na Argentina, a iniciativa cobre 2,7 milhões de hectares de soja, milho e algodão — número que deve alcançar 3 milhões de hectares durante a COP30.

    Segundo dados recentes, agricultores participantes reduziram em até 50% a pegada de carbono da soja em relação à média nacional, podendo superar 70% com manejo aprimorado. No milho, a redução foi de 55%, com possibilidade de ultrapassar 60%. 

    Participação em coalizões de combustíveis sustentáveis 

    A descarbonização do transporte, sobretudo da aviação, ganhou força na COP30 com o lançamento do “Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis”, que mira quadruplicar a produção global de SAF até 2035.

    A Bayer apoia o movimento e reforça investimentos em matérias-primas agrícolas para biocombustíveis, como CoverCress e Camelina. Também aderiu à Sustainable Aviation Buyers Alliance (SABA) e à coalizão global Carbon Measures, que reúne empresas de diferentes setores para aprimorar metodologias de contabilização de carbono. 

    A companhia reiterou, ainda, seu Plano de Transição e Transformação Climática, que prevê reduzir em 42% as próprias emissões até 2030 e em 90% — incluindo a cadeia de valor — até 2050. A meta é utilizar 100% de eletricidade renovável até o final de 2029.

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