Baldan faz sua primeira transação em criptomoedas e mira movimentar até R$1 milhão por mês
Empresa conclui operação com stablecoin USDT (Tether) em parceria com a Foxbit e projeta ampliar transações digitais no agronegócio
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A Baldan concluiu sua primeira venda de uma máquina agrícola utilizando criptomoedas, movimento que acompanha a expansão dos meios de pagamento digitais no agronegócio, sobretudo em operações de importação e exportação.
A empresa, referência nacional em máquinas e implementos, estima potencial para chegar a R$ 1 milhão por mês em transações com criptoativos, ampliando o acesso a clientes internacionais e reforçando sua estratégia de inovação.
A operação foi realizada em parceria com a Foxbit, uma das maiores plataformas de ativos digitais do país, e envolveu um revendedor do Mercosul.
Segundo a empresa, a transação foi estruturada dentro da infraestrutura padrão da exchange, sem necessidade de adaptações técnicas.
Após análise cadastral e definição do limite operacional, o valor em cripto foi recebido, convertido em reais e transferido à conta da Baldan, em um processo descrito como rápido, seguro e totalmente rastreável.
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A moeda utilizada foi a USDT (Tether), uma stablecoin lastreada em dólar americano. O uso desse tipo de ativo tem se tornado mais frequente em operações corporativas por combinar estabilidade de valor, liquidação imediata e custos menores que os sistemas financeiros tradicionais.
“Esse é um marco importante para a Baldan, pois reforça nosso compromisso com a inovação e com novas formas de atender nossos parceiros e clientes de maneira mais ágil e eficiente. Com esta modalidade, ampliamos as alternativas de meios de pagamento aos nossos clientes”, afirma Wolney Netto, CFO da Baldan.

Adoção crescente no agro
De acordo com a Foxbit, o agronegócio está entre os setores que mais avançam no uso de criptoativos e da tecnologia blockchain, em iniciativas que vão da tokenização de créditos agrícolas ao pagamento internacional com stablecoins.
Entre os exemplos recentes citados estão a aquisição de 70% da agroindustrial Adecoagro pela Tether e o avanço de projetos voltados à liquidez e eficiência financeira no campo.
“O agronegócio brasileiro tem um papel estratégico na adoção de ativos digitais. É um setor que movimenta grandes volumes, lida com transações internacionais e busca constantemente eficiência. As stablecoins trazem previsibilidade de caixa e segurança para operações desse porte”, diz Ricardo Dantas, CEO da Foxbit.
A adoção de criptomoedas no agro tende a crescer em razão da liquidação acelerada, dos menores custos e da proteção cambial. Os desafios, porém, envolvem ajustes de governança, padronização contábil e capacitação das equipes financeiras e fiscais.
“Por isso, contar com parceiros regulados e com infraestrutura de custódia segura é essencial para garantir a conformidade e a mitigação de riscos”, completa Dantas.