Baldan faz sua primeira transação em criptomoedas e mira movimentar até R$1 milhão por mês

    Empresa conclui operação com stablecoin USDT (Tether) em parceria com a Foxbit e projeta ampliar transações digitais no agronegócio

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    Baldan faz sua primeira transação em criptomoedas e mira movimentar até R$1 milhão por mês
    18deNovembrode2025ás12:30

    A Baldan concluiu sua primeira venda de uma máquina agrícola utilizando criptomoedas, movimento que acompanha a expansão dos meios de pagamento digitais no agronegócio, sobretudo em operações de importação e exportação.

    A empresa, referência nacional em máquinas e implementos, estima potencial para chegar a R$ 1 milhão por mês em transações com criptoativos, ampliando o acesso a clientes internacionais e reforçando sua estratégia de inovação.

    A operação foi realizada em parceria com a Foxbit, uma das maiores plataformas de ativos digitais do país, e envolveu um revendedor do Mercosul. 

    Segundo a empresa, a transação foi estruturada dentro da infraestrutura padrão da exchange, sem necessidade de adaptações técnicas.

    Após análise cadastral e definição do limite operacional, o valor em cripto foi recebido, convertido em reais e transferido à conta da Baldan, em um processo descrito como rápido, seguro e totalmente rastreável.

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    A moeda utilizada foi a USDT (Tether), uma stablecoin lastreada em dólar americano. O uso desse tipo de ativo tem se tornado mais frequente em operações corporativas por combinar estabilidade de valor, liquidação imediata e custos menores que os sistemas financeiros tradicionais.

    “Esse é um marco importante para a Baldan, pois reforça nosso compromisso com a inovação e com novas formas de atender nossos parceiros e clientes de maneira mais ágil e eficiente. Com esta modalidade, ampliamos as alternativas de meios de pagamento aos nossos clientes”, afirma Wolney Netto, CFO da Baldan.

    baldanmaquinario

    Adoção crescente no agro

    De acordo com a Foxbit, o agronegócio está entre os setores que mais avançam no uso de criptoativos e da tecnologia blockchain, em iniciativas que vão da tokenização de créditos agrícolas ao pagamento internacional com stablecoins.

    Entre os exemplos recentes citados estão a aquisição de 70% da agroindustrial Adecoagro pela Tether e o avanço de projetos voltados à liquidez e eficiência financeira no campo.

    “O agronegócio brasileiro tem um papel estratégico na adoção de ativos digitais. É um setor que movimenta grandes volumes, lida com transações internacionais e busca constantemente eficiência. As stablecoins trazem previsibilidade de caixa e segurança para operações desse porte”, diz Ricardo Dantas, CEO da Foxbit.

    A adoção de criptomoedas no agro tende a crescer em razão da liquidação acelerada, dos menores custos e da proteção cambial. Os desafios, porém, envolvem ajustes de governança, padronização contábil e capacitação das equipes financeiras e fiscais.

    “Por isso, contar com parceiros regulados e com infraestrutura de custódia segura é essencial para garantir a conformidade e a mitigação de riscos”, completa Dantas.

     

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