Produtor do Mato Grosso colhe 268,4 sacas por hectare e vence concurso de produtividade de milho

    Produtor de Campos de Júlio (MT) lidera o 5º Concurso de Produtividade do Milho Inverno 2025, promovido pelo Getap

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    O grande campeão nacional sequeiro - Mateus Passinatto, de Campos de Júlio (MT). Também 1º lugar sequeiro região Oeste.  (Foto: Divulgação)

    O grande campeão nacional sequeiro - Mateus Passinatto, de Campos de Júlio (MT). Também 1º lugar sequeiro região Oeste. (Foto: Divulgação)

    26deNovembrode2025ás09:29

    Coube a um produtor do Mato Grosso faturar o 5º Concurso de Produtividade no Milho Inverno 2025 promovido pelo Grupo Tático de Aumento de Produtividade (Getap). 

    Mateus Passinatto, de Campos de Júlio, em Mato Grosso, venceu o concurso ao alcançar a marca de 268,4 sacas de milho por hectare no cultivo em sequeiro. Ele utilizou híbridos da Corteva.

    Sua marca bateu também o campeão da categoria milho irrigado, que consagrou o agricultor Douglas Orth, de Correntina, na Bahia, que obteve uma produção de 244,9 sc/ha para faturar o primeiro lugar. Ele foi inscrito pela Bayer

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    Concurso 

    Neste 5º ano da competição e evento, foram premiados aqueles que alcançaram os melhores índices nas categorias irrigado e sequeiro, em diferentes polos agrícolas. Esta edição contou com um número recorde de inscrições: foram 618 participantes, considerando apenas as áreas do inverno 2025. 

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    Ao todo, agricultores de 12 estados marcaram presença: Bahia, Maranhão, Sergipe, Tocantins, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. As áreas foram auditadas por empresas terceirizadas e certificadas pelo Getap (Grupo Tático de Aumento de Produtividade). 

    Segundo o coordenador técnico do Getap, Gustavo Resende Capanema, esta temporada os produtores tiveram que superar a curta janela do plantio de milho e comprovaram alta eficiência. Além disso, houve também um volume elevado de precipitações entre janeiro e fevereiro, o que comprometeu momentaneamente as condições ideais de entrada nas áreas. 

    “Esse cenário gerou, inicialmente, uma expectativa de possível redução de produtividade, especialmente nas regiões do Cerrado. No entanto, a regularização climática ao longo do ciclo compensou o atraso inicial. Houve boa distribuição de chuvas, particularmente em Mato Grosso, de onde saiu justamente o grande campeão desta edição”, destacou. 

    Campeões regionais

    A regionalização foi incorporada à premiação como uma metodologia inspirada em estudos técnicos sobre clima e solo, comparando áreas sob condições semelhantes de clima e pressão de pragas. Isso equilibra a competição e amplia o caráter técnico da avaliação. As regiões foram divididas da seguinte forma:

    • Norte: Alagoas, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Sergipe e Bahia;

    • Oeste: Mato Grosso e Norte e Sul do Mato Grosso do Sul;

    • Centro: Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais;

    • Sul: Paraná e São Paulo.

    Além de obter o título de grande campeão nacional, o produtor Mateus Passinatto também foi destaque como 1º lugar sequeiro Oeste. Da mesma forma, Douglas Orth levou o título de 1º lugar irrigado Norte e Fagner Santana, de Inhambupe (BA), alcançou a 1ª colocação, com cultivo em sequeiro ao colher 232,5 sc/ha (Corteva). 

    Na região Centro, a produtora Avanilda Santeiro, de Mineiros (GO), foi a vencedora no cultivo do cereal em sequeiro, com 238,9 sc/ha (Bayer). Já no cultivo irrigado da mesma região, o campeão foi Hélio Yamamoto, de Paracatu (MG), inscrito também pela Bayer, com 221,7 sc/ha. 

    Na região Sul, no cultivo irrigado, o destaque foi Joaquim Nishi, de Capão Bonito (SP), que colheu 220,5 sc/ha (Bayer). No plantio em sequeiro, o 1º lugar ficou com a Família De Bortoli, de Mariópolis (PR), que, com tecnologia da Corteva, alcançou 203,1 sc/ha de milho.

     

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