Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde em 2025 e somam US$ 18 bilhões

    Volume embarcado cresce quase 21%, amplia presença em mais de 170 países e consolida novo patamar do setor

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    Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde em 2025 e somam US$ 18 bilhões
    07deJaneirode2026ás16:24

    O desempenho das exportações de carne bovina consolidou 2025 como o melhor ano da história do setor no Brasil, tanto em volume quanto em valor.

    Embalado por recordes sucessivos ao longo do ano, o país embarcou 3,50 milhões de toneladas, crescimento de 20,9% em relação a 2024, e alcançou receita de US$ 18,03 bilhões, alta de 40,1% na comparação anual.

    Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). 

    A carne bovina in natura concentrou a maior parte dos embarques, com 3,09 milhões de toneladas, avanço de 21,4% frente ao ano anterior, e faturamento de US$ 16,61 bilhões.

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    Considerando todas as categorias — in natura, industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e salgadas —, as exportações brasileiras chegaram a mais de 170 países, ampliando a presença internacional do setor e reduzindo a dependência de mercados específicos. 

    China segue como principal destino

    A China manteve a liderança entre os destinos da carne bovina brasileira em 2025, respondendo por 48% do volume total exportado, com 1,68 milhão de toneladas, que geraram US$ 8,90 bilhões em receita.

    O país asiático estabeleceu no último dia do ano passado, uma cota tarifária de 1,1 milhão de toneladas para a carne bovina brasileira, com tarifa de 55% sobre os volumes excedentes, e acendeu um sinal de atenção no setor. O setor e governo negociam uma solução.

    Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, com 271,8 mil toneladas embarcadas e faturamento de US$ 1,64 bilhão.

    Na sequência aparecem:

    • Chile (136,3 mil toneladas; US$ 754,5 milhões),

    • União Europeia (128,9 mil toneladas; US$ 1,06 bilhão),

    • Rússia (126,4 mil toneladas; US$ 537,1 milhões) e

    • México (118,0 mil toneladas; US$ 645,4 milhões).

    Na comparação com 2024, houve crescimento em volume na maior parte dos principais destinos. As exportações para a China avançaram 22,8% no acumulado do ano, enquanto os Estados Unidos registraram alta de 18,3%.

    A União Europeia apresentou crescimento de 132,8%, e o Chile, de 29,8%. Também se destacaram os aumentos para Argélia (+292,6%), Egito (+222,5%) e Emirados Árabes Unidos (+176,1%).

    Dezembro fecha o ano em ritmo elevado 

    No mês de dezembro de 2025, o Brasil exportou 347,4 mil toneladas de carne bovina, com receita de US$ 1,85 bilhão. A China liderou as compras no período, com 153,1 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos (27,2 mil toneladas), Chile (17,0 mil toneladas) e União Europeia (11,9 mil toneladas). 

    Resiliência diante de impactos externos

    Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, os números refletem a capacidade de adaptação da indústria brasileira de carne bovina.

    “O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo, conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional. Mesmo com impactos temporários, como o tarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida.”

    Perspectivas para 2026

    Para 2026, a avaliação da Associação é de otimismo com cautela, com expectativa de estabilidade em patamar elevado após dois anos consecutivos de forte crescimento e ambiente favorável à ampliação de mercados estratégicos.

    “Entramos em 2026 com negociações ativas e perspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia, que têm alto potencial e vêm sendo trabalhados de forma técnica e contínua, em parceria entre o setor privado e o governo. A visão é de um crescimento mais qualificado, com previsibilidade, competitividade e maior valor agregado, e sempre atento às questões geopolíticas”, conclui Perosa.

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