Paraná cria taxa sobre tilápia importada; Santa Catarina mantém veto sanitário
Estados do Sul adotam estratégias distintas para proteger a cadeia aquícola, citando riscos à sanidade e impacto no mercado

Diante do avanço das importações de pescado e do aumento das preocupações sanitárias, estados do Sul têm adotado medidas para proteger a produção local de tilápia.
Enquanto o Paraná criou a tributação sobre o produto importado, Santa Catarina manteve a proibição da comercialização de tilápia vietnamita, citando riscos associados a doenças que podem comprometer a cadeia produtiva.
As decisões refletem uma combinação de defesa econômica e cautela sanitária em um setor que vem ganhando peso no mercado nacional e internacional.
Paraná eleva imposto sobre importação de tilápia
O governo do Paraná publicou a Lei nº 22.962, que estabelece alíquota de 22% nas operações envolvendo a importação de tilápia.
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A medida atende a um pedido do Sistema FAEP e de outras entidades do setor, que, há anos, atuam para barrar a entrada do pescado estrangeiro, com o objetivo de proteger os produtores paranaenses da concorrência considerada desleal.
“A entrada de tilápia importada é prejudicial para o Paraná. O setor está em franca expansão, com investimentos para ampliar a produção. Por isso, nossos produtores precisam trabalhar com segurança e estabilidade, sabendo que poderão produzir sem a concorrência desleal”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
“O Sistema FAEP teve uma atuação direta para a viabilidade dessa lei, por entender que é preciso defender os interesses dos produtores de tilápia do Paraná”, complementa.
