Automação, IA e descarbonização: as tendências que vão marcar o mercado de máquinas agrícolas em 2026

    Fabricantes apontam avanço da inteligência artificial, maior conectividade no campo e soluções de baixo carbono como eixos do próximo ciclo do setor

    Automação, IA e descarbonização: as tendências que vão marcar o mercado de máquinas agrícolas em 2026
    28deJaneirode2026ás07:00

    Automação, inteligência artificial, conectividade e descarbonização devem puxar a próxima fase do mercado de máquinas agrícolas.

    Após um período de reorganização em 2025, 2026 surge como um ano de consolidação tecnológica, com fabricantes apostando em equipamentos mais eficientes, sustentáveis e capazes de responder a janelas de plantio cada vez mais curtas, maior pressão por produtividade e à escassez de mão de obra no campo.

    O Agrofy News perguntou às principais marcas do setor quais tendências devem marcar o mercado de maquinário em 2026 e quais são as expectativas das empresas para esse cenário. As próprias fabricantes responderam.

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    Confira o que esperar para o próximo ano.

    Massey Ferguson

    Para a Massey Ferguson, 2026 deve representar um novo momento para o setor, com retomada gradual dos investimentos e foco em produtividade.

    "Se 2025 foi um período de reorganização, 2026 se anuncia como um momento de consolidação e avanço. O produtor rural segue resiliente, investindo de forma estratégica e buscando soluções que ofereçam retorno em produtividade. E o setor de máquinas agrícolas está preparado para acompanhar essa evolução, contribuindo para a competitividade e apoiando o crescimento sustentável do agronegócio", disse Rodrigo Junqueira, vice-presidente da Massey Ferguson para a América do Sul e gerente-geral da AGCO para a mesma região.

     Rodrigo Junqueira, vice-presidente da Massey Ferguson para a América do Sul, comenta as tendências do mercado de máquinas agríco

    John Deere

    Na avaliação da John Deere, o avanço do mercado está diretamente ligado à automação, à conectividade e à inteligência embarcada nas máquinas agrícolas.

    Para a John Deere, “o mercado de máquinas agrícolas segue avançando, cada vez mais impulsionado pela automação, conectividade e inteligência embarcada, em resposta a desafios como janelas cada vez mais curtas de plantio e colheita, maior pressão por eficiência e escassez de mão de obra especializada.”

    Segundo a empresa, esse cenário tem elevado a demanda por equipamentos de alta performance e mais intuitivos.

    “Nesse contexto, cresce a demanda por equipamentos de alta performance, mas também intuitivos, capazes de tomar decisões automatizadas no campo e gerar ganhos consistentes de produtividade, rentabilidade e sustentabilidade”, diz a empresa em nota.

    A estratégia envolve ampliar o papel das máquinas no planejamento e na gestão da safra.

    “Com isso, estamos apostando em equipamentos cada vez mais modernos para expandir a atuação das máquinas, aprimorando o planejamento da safra, habilitando análises mais detalhadas das operações, aumentando a eficiência operacional para cumprir janelas de plantio cada vez mais apertadas.”

    A John Deere projeta um ano intenso em lançamentos.

    “É com esse olhar que a John Deere direciona seus investimentos e a evolução do seu portfólio. Em 2026, a empresa terá um volume expressivo de lançamentos, o que levará mais uma vez à realização de um grande evento proprietário para apresentar essas inovações aos clientes, reforçando a importância do País para a companhia”, conclui a empresa ao Agrofy News.

    CNH (Case IH e New Holland)

    Para a CNH, controladora das marcas Case IH e New Holland, 2026 será marcado principalmente pelo avanço da descarbonização e pelo uso cada vez mais intenso da inteligência artificial.

    “Em 2026, vejo o mercado de máquinas agrícolas marcado principalmente pelo avanço das iniciativas de descarbonização e pelo uso cada vez mais intenso da inteligência artificial. Nós queremos dar continuidade aos investimentos em máquinas movidas a etanol, combustível que vem se consolidando como estratégico, especialmente na América Latina, por aliar redução de emissões, menor ruído, uso de fonte renovável e competitividade no custo total de operação”, explica Flávio Mazetto, diretor de Produto e Portfolio da CNH para a América Latina.

    Flávio Mazetto, diretor de Produto e Portfolio da CNH na América Latina, fala sobre descarbonização e uso de IA em máquinas agrí

    Segundo ele, a empresa já vem testando soluções práticas nessa direção.

    “Nesse contexto, a CNH já vem testando soluções como o trator Case IH Puma 230 a etanol em operação conjunta com a colhedora de cana Austoft 9000, além de lançar o Farmscore, plataforma que mede e monitora a intensidade de carbono por meio de máquinas conectadas.”

    Além da descarbonização, a inteligência artificial também ganha espaço no portfólio da companhia.

    “Além da descarbonização, a IA segue como uma das grandes tendências para este ano. A tecnologia já é aplicada para sugerir melhorias nas regulagens dos equipamentos, otimizar operações e antecipar falhas, como ocorre nas colheitadeiras da Case IH e New Holland.”

    Mazetto destaca ainda avanços na pulverização localizada.

    “Um destaque recente é a SaveFarm, tecnologia de pulverização localizada em tempo real que, com apoio de sensores e IA, permite identificar ervas daninhas mesmo em meio à cultura estabelecida, possibilitando redução superior a 80% no uso de defensivos agrícolas.”

    Valtra

    A Valtra aposta na integração entre automação e inteligência artificial como base do futuro do maquinário agrícola.

    “O futuro do maquinário agrícola está na integração entre automação e inteligência artificial. As máquinas passam a executar operações de forma autônoma, reduzindo a necessidade de intervenção manual e garantindo precisão em cada etapa do processo”, diz Claudio Esteves, diretor comercial da Valtra.

    Claudio Esteves, diretor comercial da Valtra, destaca automação e inteligência artificial no futuro do maquinário agrícola

    Segundo ele, o uso de dados em tempo real será cada vez mais estratégico no campo.

    “Paralelamente, a IA atua na coleta e análise de dados em tempo real — desde condições do solo até previsões climáticas — transformando essas informações em insights estratégicos para apoiar o agricultor na tomada de decisão”, explica.

    O executivo reforça o posicionamento da marca.

    Segundo ele, na Valtra, “nosso compromisso é liderar essa transformação e nosso objetivo é oferecer soluções que unem tecnologia avançada e simplicidade de uso, permitindo que o produtor maximize produtividade, reduza desperdícios e aumente a rentabilidade com base em decisões inteligentes.”

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