Ministério Público investiga venda de fazenda de pesquisa por R$ 17 milhões em São Paulo
Área usada há mais de um século para pesquisa agropecuária foi vendida pelo governo estadual e virou alvo de apuração por suspeitas no processo
|
O Ministério Público (MP) de São Paulo vai investigar possíveis irregulares na venda de uma área de 350 hectares usada para pesquisa agropecuária em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba.
O órgão até já abriu um procedimento preparatório de inquérito civil, que tem como alvo a Gleba Brasília, conhecida fazenda que fazia parte do patrimônio científico do Estado de São Paulo desde 1910 e era vinculada à Agência Paulista de Tecnologia de Agronegócios (Apta), ligada à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento.
A apuração foi aberta a pedido da deputada estadual Beth Sahão (PT-SP), presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas e dos Institutos de Pesquisa.
A área foi vendida em 2025 por R$ 17,1 milhões, por meio do Fundo de Investimento Imobiliário do Estado de São Paulo (FIISP), administrado pela corretora privada Singulare.
O comprador foi a SFA Agro, empresa que, à época, tinha entre seus sócios o empresário e atual presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, seu filho e outros investidores.
>> SIGA O CANAL DO AGROFY NEWS NO WHATSAPP
>> ENCONTRE PRODUTOS E SOLUÇÕES PARA O AGRO NO AGROFY MARKET
Segundo a presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), Helena Dutra Lutgens, todo o processo levanta questionamentos. A começar pelo valor de venda, tido pela instituição como abaixo da metade do valor real.