Abrafrigo vê alternativas para reduzir impacto da cota da China na carne bovina

Alta nas exportações e avanço de novos mercados limitam impactos das restrições chinesas em 2026

|
Abrafrigo vê alternativas para reduzir impacto da cota da China na carne bovina
27deMarçode2026ás16:56

As exportações de carne bovina do Brasil iniciaram 2026 em ritmo acelerado, com crescimento expressivo em volume e valor na comparação com o mesmo período de 2025.

O desempenho reflete o avanço das vendas para mercados estratégicos, como Estados Unidos, União Europeia, Chile e Rússia, além da China, que segue como principal destino da proteína brasileira.

O resultado do primeiro bimestre reforça a avaliação da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) de que as medidas impostas pela China tendem a ter impacto limitado ao longo do ano.

Apesar da relevância do mercado chinês, a ampliação das vendas para outros destinos tem sustentado o desempenho das exportações e reduzido a dependência de um único comprador.

>> SIGA O CANAL DO AGROFY NEWS NO WHATSAPP

>> ENCONTRE PRODUTOS E SOLUÇÕES PARA O AGRO NO AGROFY MARKET

Os Estados Unidos, segundo maior comprador da carne bovina brasileira, continuam com déficit de abastecimento. A estimativa é de importações de 2,5 milhões de toneladas em 2026, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o que mantém elevada a dependência externa e favorece o Brasil.

Outros mercados, como Chile, Rússia, Egito, Emirados Árabes Unidos, México e Arábia Saudita, também ampliaram as compras no início do ano.

A guerra no Oriente Médio, dependendo de sua evolução, pode pressionar os custos logísticos e afetar parcialmente o fluxo comercial. Ainda assim, o impacto tende a ser limitado, já que a região respondeu por 6,65% da receita com exportações de carne bovina em 2025 (US$ 1,22 bilhão) e por 8,5% no primeiro bimestre de 2026 (US$ 244 milhões). 

Oferta mais restrita e demanda aquecida