Estudo com 2,7 milhões de animais revela como mudou o confinamento brasileiro
Levantamento da Cargill mostra avanço da tecnologia, da gestão de dados e da eficiência na pecuária intensiva após uma década de transformação do setor
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A pecuária intensiva brasileira passou por uma transformação profunda na última década. E os números ajudam a dimensionar essa mudança.
A edição de 2026 do Benchmarking Confinamento Probeef, desenvolvido pela Cargill Nutrição e Saúde Animal, analisou 2,7 milhões de animais, o maior volume já registrado pelo levantamento e equivalente a cerca de 27% de todo o mercado nacional de confinamento.
O resultado marca os dez anos do estudo, que consolidou a maior base de dados sobre pecuária intensiva da América Latina. Ao longo da década, o Benchmarking acumulou informações de mais de 11,7 milhões de cabeças, 110 mil lotes e 300 participantes ativos no Brasil, Bolívia e Paraguai, com forte concentração de operações no Centro-Oeste e Sudeste brasileiros.
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Os dados refletem também a evolução da própria pecuária nacional. Segundo informações apresentadas pela Cargill, o Brasil se tornou o maior produtor mundial de carne bovina no ano passado, alcançando 12,35 milhões de toneladas.
No mesmo período, o confinamento brasileiro dobrou de tamanho e passou a operar com cerca de 10 milhões de cabeças em sistema intensivo.