Trump recua e anuncia cessar-fogo de duas semanas com o Irã

    Trégua ocorre após ameaças de novos ataques e depende da reabertura do Estreito de Ormuz

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    Trump recua e anuncia cessar-fogo de duas semanas com o Irã
    07deAbrilde2026ás20:01

    O  presidente dos Estados, Unidos, Donald Trump voltou a recuar e anunciou, nesta terça-feira (7), um cessar-fogo de duas semanas na guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

    A decisão foi divulgada após o presidente americano ter elevado o tom nas últimas horas, com ameaças de ampliar ataques e declarações de que “uma civilização inteira” poderia morrer. 

    O recuo ocorre a menos de uma hora do prazo final imposto por Washington para um acordo, que previa novas ofensivas contra infraestrutura iraniana.

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    O anúncio foi feito após mediação do Paquistão, que conduziu negociações indiretas entre os dois países. Em publicação na rede Truth Social,

    Trump afirmou que concordou em suspender os bombardeios sob a condição de que o Irã reabra completamente o Estreito de Ormuz durante o período de trégua. 

    A rota é estratégica para o fluxo global de energia, concentrando cerca de 20% do transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

    Segundo o presidente americano, a decisão também se baseia na avaliação de que os objetivos militares dos EUA já foram alcançados.

    Trump afirmou ainda que uma proposta iraniana com dez pontos, inicialmente considerada insuficiente, passou a ser tratada como base para negociação de um acordo mais amplo. “Um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e concluído”, disse.

    O cessar-fogo teria sido aceito por Teerã após intensos esforços diplomáticos, incluindo a atuação do Paquistão e pressão de aliados como a China, segundo autoridades iranianas. De acordo com essas fontes, a medida também reflete preocupações com os impactos econômicos dos ataques à infraestrutura do país.

    Até o momento, porém, o governo iraniano não se manifestou oficialmente sobre a trégua. A adesão de Israel foi mencionada pela Casa Branca, mas ainda não há clareza sobre a extensão da suspensão das operações militares no período.

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