Menos açúcar, mais etanol: safra de cana muda perfil no Norte e Nordeste
Com menor moagem e queda na produção de açúcar, usinas ampliam participação do etanol, que já responde por 54,7% do processamento
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Na Região Norte, a moagem permaneceu em 6,9 milhões de toneladas. Foto: Juliano Ribeiro
A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar nas regiões Norte e Nordeste entra na reta final com menor moagem e mudança no perfil de produção.
No acumulado até 15 de março, o processamento somou 54,4 milhões de toneladas, queda de 2,9% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, com maior direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol.
Do total de cana processada, 54,74% foram destinados ao biocombustível, reforçando um mix mais alcooleiro. Os dados são da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), com base em informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
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Na Região Norte, a moagem permaneceu em 6,9 milhões de toneladas, mesmo volume registrado até o fim de fevereiro, mas ainda 5,3% abaixo do apurado no mesmo intervalo da safra passada. No Nordeste, o processamento atingiu 47,4 milhões de toneladas, recuo de 2,6% na mesma comparação.