BNDES aprova R$ 575,3 milhões para expansão de usina de etanol de milho em MT
Projeto prevê aumento da capacidade industrial, geração de empregos e avanço da produção de biocombustíveis no estado
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 575,3 milhões para a ampliação da planta de etanol de milho da ALD Bioenergia Deciolândia S.A., localizada em Nova Marilândia, no Médio-Norte de Mato Grosso.
Do total, R$ 359,5 milhões serão destinados por meio das linhas Finem e Fundo Clima. Outros R$ 215,8 milhões correspondem a limite de crédito via BNDES Máquinas e Serviços, voltados principalmente à aquisição de equipamentos.
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O projeto prevê um salto relevante na capacidade industrial da unidade. O processamento de milho deve avançar de 335 mil para 900 mil toneladas por ano, enquanto a produção de etanol pode crescer de 150 milhões para até 400 milhões de litros anuais.
A expansão também deve elevar a produção de óleo de milho e de grãos secos de destilaria (DDGs).
A ALD Bioenergia Deciolândia reúne 24 produtores rurais e surgiu como extensão da Cooperativa Agroindustrial Deciolândia (Cooad), sediada na região de Diamantino (MT). A unidade iniciou as operações industriais em 2021.
Emprego e renda
Segundo a empresa, o investimento também terá impacto na geração de empregos.
“Os investimentos devem gerar cerca de 400 empregos indiretos durante a implantação do projeto. Após a conclusão das obras, a previsão é que o quadro de funcionários próprios aumente de 188 para 275, além de um crescimento de 50 para 100 trabalhadores indiretos”, informou Marco Orozimbo, CEO da ALD Bioenergia.
Para o presidente do Conselho de Administração da companhia, José Afonso Gonçalves, o projeto marca uma nova etapa de crescimento.
“Seguimos avançando com consistência e responsabilidade, ampliando nossa operação e fortalecendo a cadeia produtiva regional. Esse projeto representa um novo ciclo de crescimento para a ALD Bioenergia, com geração de valor para o território e para o setor de energia renovável”, afirmou.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou o papel do banco no financiamento de projetos ligados à transição energética.
“Consolidar a posição brasileira como líder mundial em energia limpa, com cerca de 89% de fontes renováveis, é uma das prioridades do governo Lula. E o BNDES é o agente responsável pela realização dessa política pública, reconhecido pela Bloomberg como o maior financiador de energias renováveis do mundo, com US$ 36,4 bilhões em crédito para o setor entre 2004 e 2023”, observou.