Nova fábrica dá pontapé inicial à produção de sementes de cana no Brasil
Com mais de R$ 100 milhões na unidade e até R$ 1 bilhão na tecnologia, projeto do CTC muda o plantio após 500 anos
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Uma tecnologia baseada em sementes sintéticas promete alterar um dos pilares mais tradicionais da produção de cana-de-açúcar no Brasil.
Desenvolvido ao longo de mais de uma década, o sistema substitui o plantio por colmos — prática utilizada há séculos — por um modelo mais leve, padronizado e de alta precisão, com potencial de impacto direto sobre custos, produtividade e expansão dos canaviais.
A inovação foi apresentada pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que inaugurou, em Piracicaba (SP), a primeira unidade dedicada à produção desse novo tipo de material.
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A iniciativa faz parte de um plano mais amplo da companhia, que prevê até R$ 1 bilhão em investimentos no desenvolvimento da tecnologia desde 2013.

Na prática, a mudança altera de forma significativa a lógica operacional do plantio.
O volume necessário para cultivar um hectare cai de cerca de 16 toneladas de cana para aproximadamente 400 quilos de sementes, com reflexos imediatos na logística, no uso de máquinas e no consumo de insumos.
Além da eficiência operacional, o modelo elimina a necessidade de viveiros — hoje responsáveis por ocupar até 5% da área agrícola — e reduz impactos como consumo de diesel, compactação do solo e emissões de carbono.