Agrishow aponta virada do agro brasileiro para era da sofisticação

    Edição deste ano consolida uma realidade no setor: o avanço da agroindústria como motor de valor agregado dentro das cadeias produtivas

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    Agrishow aponta virada do agro brasileiro para era da sofisticação
    27deAbrilde2026ás09:50

    Em meio ao barulho das máquinas, a agitação nos estandes e ao vai e vem de produtores e visitantes, uma mudança ganha marcha na Agrishow 2026: o agro brasileiro já não se contenta apenas em produzir, ele quer transformar.

    A edição deste ano da feira, em Ribeirão Preto, revela um movimento que vem se consolidando nos bastidores do setor: o avanço da agroindústria como motor de valor agregado dentro das cadeias produtivas.

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    Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que a agroindústria nacional responde por apenas 24,3% do PIB do agronegócio, ou seja, ainda existe um espaço considerável para expansão.

    Não só volume, o que está em jogo agora é margem, eficiência e posicionamento global. Se antes o foco estava em colher mais, hoje a conversa é outra. A agroindústria ganha protagonismo ao agregar valor ao que sai do campo, seja na transformação de grãos, na produção de biocombustíveis ou na industrialização de alimentos.

    No campo, soluções como piloto automático, telemetria e inteligência artificial aplicada às operações trazem um salto de precisão, que vai do plantio à colheita.

    Já as máquinas estão mais eficientes e conectadas, capazes de reduzir perdas, otimizar o uso de insumos e elevar a produtividade, ao mesmo tempo que, o uso de robôs autônomos, irrigação mais eficientes, drones e sistemas de agricultura de precisão transformam dados em decisões imediatas.

    A própria Agrishow evidencia esse movimento ao reunir soluções voltadas à qualificação industrial do agro, com tecnologias que aumentam eficiência, reduzem perdas e ampliam a competitividade brasileira em cadeias mais sofisticadas.

    Em relação à sustentabilidade, por exemplo, os visitantes poderão ver máquinas e equipamentos com sensores que medem carbono e evapotranspiração, soluções alinhadas às exigências de mercados mais sofisticados.

    É o início de uma virada de chave que deve ditar o setor daqui para frente: o Brasil deixa de ser apenas fornecedor de matéria prima para disputar espaço em mercados de maior valor agregado.

    Tecnologia com DNA brasileiro

    Essa transformação não acontece por acaso. Ela passa, inevitavelmente, pela incorporação de tecnologia.

    Dentro da feira, o que se vê é um ecossistema cada vez mais integrado: máquinas mais precisas, sistemas digitais, soluções logísticas e ferramentas que conectam produção, processamento e distribuição.

    O campo começa a dialogar diretamente com a indústria, e essa conexão encurta distâncias, reduz custos e abre novas possibilidades de negócio.

    Cadeias mais sofisticadas, mercado mais exigente

    O avanço da agroindústria também responde a uma pressão externa. O mercado internacional exige rastreabilidade, sustentabilidade e produtos com maior valor agregado.

    Nesse cenário, o Brasil encontra uma janela de oportunidade.

    Para se consolidar nesse novo patamar, o país precisa avançar em infraestrutura, eficiência logística e padronização produtiva. Ao mesmo tempo, ganha vantagem ao combinar escala de produção com capacidade de inovação.

    A Agrishow, que reúne centenas de expositores e milhares de visitantes, funciona como um retrato desse momento de transição.

    Serviço

    AGRISHOW 2026 – 31ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação

    Data: 27 de abril a 1º de maio de 2026

    Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 - Ribeirão Preto (SP)

    Horário: das 8h às 18h.

    www.agrishow.com.br

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