Cadeia do algodão reage a possível fim da taxa das blusinhas e alerta para impacto na indústria

Manifesto reúne 53 entidades da indústria, varejo e agro em defesa da manutenção da cobrança

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Cadeia do algodão reage a possível fim da taxa das blusinhas e alerta para impacto na indústria
07deAbrilde2026ás16:16

Há apenas cerca de 17 dias no cargo, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, assumiu o comando da equipe econômica em meio a um cenário de pressão sobre as contas públicas.

Entre os desafios no radar está uma possível revisão, durante a campanha eleitoral, da chamada “taxa das blusinhas” — alíquota de 20% aplicada a compras internacionais de até US$ 50.

A medida ganhou relevância nos últimos meses ao reforçar a arrecadação federal. Apenas no ano passado, o governo arrecadou cerca de R$ 5 bilhões com o tributo.

A possibilidade de mudanças já provocou reação de entidades do setor produtivo. Um manifesto assinado por 53 organizações da indústria, comércio e trabalhadores — incluindo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) — manifesta preocupação com um eventual recuo na política.

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O documento se posiciona contra a retomada da isenção sobre produtos importados vendidos por plataformas estrangeiras de e-commerce e defende a manutenção da cobrança como forma de garantir isonomia tributária.

Segundo o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, a proposta traz riscos diretos para a cadeia produtiva.

“A proposta representa um risco concreto de retrocesso para a cadeia produtiva nacional, especialmente em setores diretamente impactados pela concorrência internacional, como o têxtil e o de vestuário ambos fortemente conectados à produção de algodão no país”.