Guerra no Oriente Médio produz bomba inflacionária prestes a explodir
Com alta prevista nos preços da energia, conflito deteriora cenários no agro, pressiona fertilizantes, alimentos e aumenta incertezas
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Não é de hoje que a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã vem produzindo efeitos que vão para além dos campos de batalha. Os impactos já atingem em cheio o bolso do consumidor e a lógica de produção global de alimentos está sob ameaça enquanto o destino da conflagração segue incerto.
Um relatório recente do Banco Mundial apontou que os preços da energia podem subir até 24% em 2026, impulsionados justamente pelas tensões no Oriente Médio e pelas interrupções em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, um dos principais corredores do petróleo mundial.
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E, quando energia sobe, o impacto se espalha como um efeito dominó. É uma injeção inflacionária direto na veia das pessoas, em outras palavras.
O próprio Banco Mundial projeta também um aumento relevante nos preços dos fertilizantes, com especial destaque para a ureia, além de uma alta generalizada das commodities.
No campo, a conta chega rápido. Fertilizantes nitrogenados, como a ureia, dependem diretamente do gás natural, justamente um dos insumos mais afetados pela crise energética. Com isso, o custo de produção agrícola sobe quase automaticamente.
O Brasil importa cerca de 85% a 90% dos fertilizantes que utiliza internamente, tornando-se o maior importador mundial desse insumo.
Só em 2025, o país registrou recordes, importando quase 24 milhões de toneladas de adubos apenas entre janeiro e julho, com a Rússia como principal fornecedor.