Recorde nas exportações de carne bovina esbarra em preocupação com cota da China
Até abril, o Brasil já havia utilizado cerca de 70% da cota chinesa de 1,106 milhão de toneladas, segundo a Abrafrigo
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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo acelerado em 2026 e renovaram recorde para meses de abril, impulsionadas pela forte demanda internacional e pela valorização dos preços no mercado externo.
O avanço das vendas para a China, principal destino da proteína brasileira, no entanto, começa a acender um alerta no setor: a rápida aproximação do limite da cota chinesa livre da tarifa adicional de 55%, o que pode pressionar embarques já nos próximos meses.
Dados compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base nas informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), mostram que as exportações de carne e derivados bovinos alcançaram receita recorde para meses de abril em 2026, somando US$ 1,743 bilhão — avanço de 28% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em volume, os embarques totalizaram 319,23 mil toneladas, crescimento de 4% na mesma comparação. Segundo a entidade, o desempenho segue sendo puxado principalmente pela valorização dos preços internacionais, em ritmo superior ao crescimento físico das exportações, refletindo a alta da arroba do boi gordo e o cenário cambial.
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No acumulado do primeiro quadrimestre, as exportações totais do setor atingiram US$ 6,083 bilhões, alta de 31% sobre igual período de 2025. O volume embarcado somou 1,146 milhão de toneladas, avanço de 9%.
A carne bovina in natura, responsável por 91% das exportações totais do segmento, gerou US$ 5,552 bilhões entre janeiro e abril de 2026, resultado 35% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior. O volume exportado chegou a 952,74 mil toneladas, aumento de 15,43%.