CMN libera crédito do FAT para produtores rurais; saiba quem terá acesso

    Mudança aprovada pelo Conselho Monetário Nacional amplia acesso a financiamentos para inovação, digitalização e compra de máquinas no agronegócio, pesca e aquicultura

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    CMN libera crédito do FAT para produtores rurais; saiba quem terá acesso
    21deMaiode2026ás08:39

    Produtores rurais, pescadores, aquicultores e empresários individuais do agro passarão a ter acesso a linhas de crédito do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para investir em inovação, digitalização e modernização produtiva.

    A mudança foi aprovada nesta quarta-feira (20) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e amplia o acesso ao financiamento subsidiado para pessoas físicas que antes estavam fora das operações.

    A medida beneficia trabalhadores e produtores que atuam nos setores de agronegócio, produção florestal, pesca, aquicultura e em serviços diretamente relacionados a essas atividades.

    Na prática, o público contemplado poderá contratar financiamentos para compra de máquinas e equipamentos, adoção de tecnologias e digitalização das operações produtivas.

    Os recursos são repassados pelo FAT ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela operacionalização das linhas de crédito com juros subsidiados.

    O que muda

    Antes da decisão do CMN, as operações de crédito eram restritas a empresas formalmente constituídas. Com a nova regulamentação, empresários individuais e pessoas físicas passam a ser reconhecidos como beneficiários aptos a acessar os financiamentos.

    A mudança vale para trabalhadores residentes e domiciliados no Brasil que exerçam atividades econômicas ligadas aos seguintes segmentos:

    • Agronegócio;

    • Produção florestal;

    • Pesca;

    • Aquicultura;

    • Serviços diretamente relacionados a esses setores.

    Como funciona a linha de crédito

    Os financiamentos utilizam recursos do FAT, fundo abastecido principalmente pelas contribuições do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

    O dinheiro é transferido ao BNDES, que opera programas de crédito voltados ao investimento produtivo. As operações utilizam a Taxa Referencial (TR) como base de remuneração, o que tende a tornar o crédito mais acessível em relação às modalidades tradicionais de mercado.

    Segundo o governo, os recursos poderão ser destinados para:

    • Aquisição de máquinas e equipamentos;

    • Modernização produtiva;

    • Digitalização da produção;

    • Aumento da produtividade;

    • Melhoria das condições de trabalho e produção.

    Impactos esperados

    A avaliação do governo é que a medida poderá estimular a produção e a comercialização de máquinas agrícolas e equipamentos tecnológicos, além de beneficiar fabricantes, distribuidores e prestadores de serviço.

    A expectativa também é de geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento da atividade econômica nas regiões atendidas.

    O governo argumenta ainda que a adoção de novas tecnologias tende a ampliar a eficiência da produção rural e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro.

    Quem compõe o CMN

    O Conselho Monetário Nacional é o principal órgão responsável por definir as diretrizes das políticas monetária, cambial e de crédito do país.

    Atualmente, o CMN é presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Também integram o conselho o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

     

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