Europa busca apoio da ciência brasileira para se antecipar ao greening
Projeto europeu de 6,5 milhões de euros reúne Brasil e países da União Europeia para ampliar pesquisas e estratégias preventivas contra a principal doença da citricultura mundial

A experiência brasileira no enfrentamento ao greening passou a ocupar papel estratégico em um esforço internacional para tentar impedir que a doença avance sobre a citricultura europeia.
O tema ganhou destaque durante a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura, realizadas em Cordeirópolis (SP), onde o diretor do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, do Instituto Agronômico (IAC), Dirceu Mattos Jr., detalhou a participação brasileira no projeto europeu Citrus Busters.
A iniciativa reúne instituições da Espanha, Itália, Holanda, Grécia e Brasil, além de uma empresa da Croácia responsável pela área de comunicação.
O projeto, segundo o pesquisador, foi aprovado em uma seleção competitiva promovida pela União Europeia voltada ao financiamento de pesquisas estratégicas.
“A União Europeia tem fundos de investimento. Foram cerca de 50 projetos submetidos na primeira rodada e o Citrus Busters foi o único aprovado”, afirmou Dirceu.
O investimento total previsto é de 6,5 milhões de euros ao longo de quatro anos. Desse montante, cerca de 450 mil euros serão destinados ao Centro de Citricultura do IAC.
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Segundo Dirceu, o principal objetivo é ampliar a base de conhecimento científico e estruturar estratégias preventivas antes que o greening se torne um problema em larga escala na Europa.
“Eles vieram pesquisar para fazer uma antecipação”, explicou o pesquisador. “A doença não existe na Europa ainda. Mas eles já estão se antecipando”, acrescentou.

