O que muda para soja, milho e trigo na América do Sul com a volta do El Niño?
Fenômeno deve alterar o regime de chuvas nos principais polos agrícolas, com efeitos distintos sobre as principais regiões produtoras
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Na metade sul do continente, o fenômeno é marcado pelo aumento das chuvas durante a primavera e o verão. Foto: Fernando Dias
A confirmação de um novo ciclo de El Niño para o segundo semestre de 2026 volta a colocar as perspectivas climáticas no centro das atenções do mercado agrícola.
Segundo análise da Hedgepoint Global Markets, os principais impactos sobre as safras de soja, milho e trigo devem se concentrar na América do Sul, com efeitos distintos entre as principais regiões produtoras.
Historicamente, episódios de El Niño de intensidade moderada a forte iniciados no segundo semestre costumam provocar impactos relevantes entre o fim do mesmo ano e o primeiro semestre seguinte, período que coincide com o plantio, o desenvolvimento e a colheita das safras de soja e milho nos principais países produtores da América do Sul.
Na metade sul do continente, o fenômeno é marcado pelo aumento das chuvas durante a primavera e o verão, condição que tende a favorecer o desenvolvimento das lavouras de soja e milho no Sul do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina.
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Em contrapartida, a metade norte da América do Sul costuma registrar precipitações abaixo da média, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e em parte do Centro-Oeste brasileiro.
