O que muda para soja, milho e trigo na América do Sul com a volta do El Niño?

Fenômeno deve alterar o regime de chuvas nos principais polos agrícolas, com efeitos distintos sobre as principais regiões produtoras

|
Na metade sul do continente, o fenômeno é marcado pelo aumento das chuvas durante a primavera e o verão. Foto: Fernando Dias

Na metade sul do continente, o fenômeno é marcado pelo aumento das chuvas durante a primavera e o verão. Foto: Fernando Dias

29deJunhode2026ás13:00

A confirmação de um novo ciclo de El Niño para o segundo semestre de 2026 volta a colocar as perspectivas climáticas no centro das atenções do mercado agrícola.

Segundo análise da Hedgepoint Global Markets, os principais impactos sobre as safras de soja, milho e trigo devem se concentrar na América do Sul, com efeitos distintos entre as principais regiões produtoras.

Historicamente, episódios de El Niño de intensidade moderada a forte iniciados no segundo semestre costumam provocar impactos relevantes entre o fim do mesmo ano e o primeiro semestre seguinte, período que coincide com o plantio, o desenvolvimento e a colheita das safras de soja e milho nos principais países produtores da América do Sul.

Na metade sul do continente, o fenômeno é marcado pelo aumento das chuvas durante a primavera e o verão, condição que tende a favorecer o desenvolvimento das lavouras de soja e milho no Sul do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina.

>> SIGA O CANAL DO AGROFY NEWS NO WHATSAPP

>> ENCONTRE PRODUTOS E SOLUÇÕES PARA O AGRO NO AGROFY MARKET

Em contrapartida, a metade norte da América do Sul costuma registrar precipitações abaixo da média, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e em parte do Centro-Oeste brasileiro.