Quais as alternativas para o Brasil se a China reduzir as importações de soja?

Expansão dos combustíveis renováveis pode criar uma nova fonte de demanda para o agronegócio nas próximas décadas

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

17deJunhode2026ás09:58

A China já trabalha com metas para reduzir sua dependência das importações de soja nos próximos anos.

Embora o país asiático continue sendo o principal destino da produção brasileira, especialistas avaliam que a expansão dos biocombustíveis pode abrir uma nova frente de crescimento para a cadeia da oleaginosa e reduzir a dependência do setor em relação ao mercado chinês.

Durante workshop sobre biotecnologia promovido pela Bayer na última segunda-feira (15), em São Paulo, Fábio Meneghin, fundador da Veeries, empresa especializada em inteligência de mercado para o agronegócio, afirmou que a China trabalha com a meta de ampliar sua autossuficiência na produção de soja e reduzir gradualmente a necessidade de importações nos próximos anos.

Segundo ele, o plano agrícola chinês projeta reduzir as importações de soja dos atuais 112 milhões de toneladas por ano para aproximadamente 99 milhões de toneladas em 2030 e 82 milhões de toneladas em 2035.

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A meta chinesa está associada ao esforço de ampliar a produção doméstica de soja e reduzir a dependência das compras externas.

Segundo Meneghin, o tema ganhou relevância porque a demanda chinesa foi o principal motor da expansão da soja brasileira nas últimas décadas, impulsionada pelo crescimento da produção de proteínas no país asiático.

Apesar disso, Meneghin pondera que metas semelhantes vêm sendo anunciadas pelo governo chinês há anos sem serem plenamente alcançadas.