Mercado em movimento: agro fecha semana marcada por aquisições, investimentos e expansão

Movimentações envolveram empresas de biocombustíveis, fertilizantes, papel e celulose, proteína animal, defensivos agrícolas e lácteos

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Suzano concluiu a aquisição de 51% da joint venture com a Kimberly-Clark para o negócio internacional de papéis tissue,. Divulgação/Suzano

Suzano concluiu a aquisição de 51% da joint venture com a Kimberly-Clark para o negócio internacional de papéis tissue,. Divulgação/Suzano

03deJulhode2026ás16:50

O mercado do agronegócio encerrou a semana com uma série de aquisições, investimentos, reorganizações societárias e projetos de expansão industrial.

Na mesma semana em que o governo federal anunciou o Plano Safra 2026/27, grandes companhias avançaram em operações voltadas à ampliação da capacidade produtiva, ao ganho de escala, ao fortalecimento financeiro e à diversificação dos negócios.

Veja os principais movimentos

Suzano amplia presença global em papéis tissue

A Suzano concluiu a aquisição de 51% da FamPro Tissue Holdings, que passará a se chamar Arbex, segundo o Estado de São Paulo, tornando-se controladora da joint venture com a Kimberly-Clark.

A nova empresa nasce avaliada em US$ 3,4 bilhões, com presença em mais de 70 mercados, 22 fábricas distribuídas por 14 países e Walter Schalka na presidência do conselho de administração.

Yara amplia produção de amônia nos Estados Unidos

A Yara anunciou a compra da fábrica de amônia da Gulf Coast Ammonia, em Texas City (Texas), por US$ 1,3 bilhão.

A unidade, atualmente em fase de testes, terá capacidade para produzir 1,3 milhão de toneladas por ano e reforça a estratégia da companhia de ampliar sua presença no mercado norte-americano e fortalecer o fornecimento global de amônia, matéria-prima essencial para fertilizantes nitrogenados.

FMC reforça estrutura financeira

A FMC anunciou um acordo para receber um investimento estratégico de aproximadamente US$ 400 milhões do grupo belga Tessenderlo Group.

Após a conclusão da operação, o novo acionista passará a deter cerca de 20% das ações ordinárias da companhia.

Segundo a empresa, os recursos serão destinados à redução do endividamento e à execução do plano estratégico, que inclui investimentos em pesquisa, desenvolvimento e comercialização de novas tecnologias.