Cenários das mudanças climáticas e os impactos no agronegócio
Seguro rural é ferramenta essencial para proteger produtores contra perdas financeiras

As mudanças climáticas têm se intensificado nos últimos anos, afetando todos os setores da economia brasileira, mas diretamente o setor agropecuário. O Brasil tem enfrentado uma série de eventos climáticos extremos que têm causado significativos prejuízos ao agronegócio.
A partir de 2023, foram registrados mais de dez eventos climáticos extremos no país, incluindo ondas de calor, chuvas intensas, ondas de frio, inundações, secas e até ciclone extratropical. Esses eventos não apenas afetaram a produção do agro, mas também causaram inúmeras perdas ambientais e sociais.
Entre esses eventos, é interessante destacar a seca na Amazônia em 2023, que foi uma das mais severas já registradas, com o nível do Rio Negro atingindo o ponto mais baixo desde o início das observações (que iniciou em 1902).
Episódios de escassez de água como esse afetam diretamente a produção agrícola, especialmente culturas dependentes de irrigação. Além disso, a seca contribuiu para um aumento significativo nos focos de incêndio, com mais de 22 mil registros somente em outubro de 2023.
Outro ponto de máxima atenção foram as chuvas intensas no Rio Grande do Sul em 2024, que resultaram em inundações que afetaram 90% do estado, causando perdas econômicas de aproximadamente R$ 8,5 bilhões no setor agro.
A soja, que ocupa entre 15% e 16% da área agrícola gaúcha, foi a cultura mais impactada. Além disso, 600 mil hectares de pastagens foram seriamente danificados.
As ondas de calor na região central do Brasil em agosto de 2024 causaram estresse térmico nas plantas, reduzindo a produtividade agrícola e aumentando a incidência de pragas e doenças. Temperaturas escaldantes, ultrapassando os 41°C, foram registradas em diversas cidades por todo o país.
As projeções climáticas indicam que eventos extremos como secas, inundações e ondas de calor tendem a se tornar mais frequentes e intensas no Brasil.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê que o aquecimento global e fenômenos como o El Niño e La Niña continuarão a intensificar esses eventos, cuja recorrência representa um risco significativo e compromete muito o campo, ampliando consideravelmente a vulnerabilidade de tudo que for produzido.
A tendência de secas prolongadas na Amazônia, Pantanal e nos demais biomas podem levar a uma redução drástica na disponibilidade de água para irrigação, afetando diretamente a produtividade agrícola.
Além disso, como registramos acima, a escassez de água pode intensificar os incêndios florestais, causando danos ambientais irreparáveis.
Ressalte-se ainda que a irregularidade na distribuição das chuvas pode resultar em inundações severas em algumas regiões e secas extremas em outras.
Esse cenário ameaça a segurança alimentar e a estabilidade econômica do setor, aumentando os custos de produção, inclusive reduzindo a oferta de alimentos.
Diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, é essencial que o setor adote medidas de mitigação e adaptação para garantir sua sustentabilidade. Entre elas destacamos o investimento em tecnologias de irrigação.
A adoção de sistemas de irrigação eficientes pode ajudar a amenizar os impactos das secas prolongadas e, entre eles, tecnologias como a irrigação por gotejamento e o uso de sensores de umidade do solo podem otimizar o uso da água, garantindo a produtividade das culturas mesmo em períodos de escassez.
Já o investimento em sistemas de monitoramento climático pode ajudar os produtores a antecipar eventos extremos e tomar medidas preventivas. A utilização de modelos meteorológicos avançados pode fornecer previsões precisas, permitindo uma melhor gestão dos recursos.
Alguns agentes desse setor (a exemplo das seguradoras que ofertam produtos rurais), já operam com esses mecanismos e a cada nova safra aperfeiçoam esse nível de informação para sua estratégia de oferta, totalmente indispensável para esse novo momento que vivemos no setor.
E aqui é preciso destacar o seguro rural, que se torna ferramenta totalmente essencial para proteger os produtores contra perdas financeiras causadas por eventos climáticos extremos, garantindo maior estabilidade econômica para os produtores.
Seguradoras como a MAPFRE, que há 20 anos atua no segmento no Brasil, exercem papel essencial nesse aspecto.
Independentemente do cenário atual em que estamos inseridos – seja do ponto de vista climático, econômico ou social –, a seguradora espanhola mantém permanente atenção aos fenômenos climáticos e seus impactos no setor.
Trata-se de um imperativo para levar ao campo brasileiro rigor técnico nas avaliações de sua oferta e na busca constante da construção de soluções cada vez mais eficazes e que atendam às necessidades do produtor rural na sua totalidade.
