A Reforma Tributária saiu do papel e a nota fiscal eletrônica será o divisor de águas
Com a nova fase em operação, produtores precisam ajustar sistemas e processos para não perder créditos nem competitividade

O início das atividades oficiais do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), em fevereiro, marca o momento em que a Reforma Tributária deixa definitivamente o campo do discurso e passa a impactar a rotina do produtor rural. Não se trata mais de projeções futuras ou de debates conceituais. O sistema começou a ser colocado em operação e quem não estiver preparado vai sentir os efeitos dessa transição mais cedo do que imagina.
A recente publicação da segunda edição do Guia de Orientações para Impactos Administrativos da Reforma Tributária reforça essa virada de chave. O material não traz novidades políticas, mas confirma algo essencial: a transição para o novo modelo tributário será técnica, baseada em dados, sistemas e informações fiscais consistentes. E, nesse contexto, a nota fiscal eletrônica assume um papel central e estratégico.
É a nota fiscal eletrônica que vai sustentar a apuração do IBS, viabilizar a divisão correta dos créditos tributários e permitir o rastreio das operações ao longo da cadeia produtiva. Na prática, isso significa que erros de preenchimento, classificações incorretas ou sistemas desatualizados deixam de ser problemas burocráticos e passam a representar risco financeiro real para o produtor rural.
