Mercado Global de Carbono é tema de Congresso no Brasil

Lideranças debatem potencial do País na descarbonização a partir de hoje no Rio de Janeiro

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Mercado Global de Carbono é tema de Congresso no Brasil
18deMaiode2022ás11:54

A participação do Brasil para a construção do chamado futuro verde, considerando, além de benefícios de sustentabilidade, também a rentabilidade econômica para as nações, é tema central do Congresso Mercado Global de Carbono, que começa hoje, no Rio de Janeiro

Organizado pela Ministério do Meio Ambiente, o evento é mais um passo do País rumo ao futuro do mercado de crédito de carbono. Ele será realizado no Rio de Janeiro, com programação até sexta, dia 20.

A expectativa é reunir mais de 200 pessoas, entre as quais CEos de grandes marcas, empreendedores e 30 embaixadores. “Não é só carbono (no congresso). Serão 24 painéis com temas voltados para o setor privado e um futuro verde pro Brasil, abordando crescimento verde, geração de emprego e renda verde pro Brasil”, explicou o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, nesta terça-feira, dia 17.

Apesar da fala, Leite reconhece o protagonismo do mercado de carbono em tempos atuais.  Em 2021, como exemplo, estudo do ICC Brasil, braço da International Chamber of Commerce no país, calculou receitas de até US$ 100 bilhões ao Brasil na próxima década com o carbono.

Para isso, entretanto, empresas públicas e privadas precisam se unir e adequar suas tecnologias.  “Primeiro, criamos o mercado global. Agora, vamos criar o mercado regulado nacional, pra poder exportar créditos que tenham alta qualidade ambiental e que sejam importantes para gerar receitas a projetos de redução de emissões”, endossa Leite,

Ainda de acordo com o ministro, o Brasil trabalha para melhor explorar seu potencial de grande exportador de crédito de carbono. “(Aqui) Você pode gerar crédito baseado em resíduos sólidos, aves, suínos, açúcar e álcool, aterros sanitários. Você pode tratar esse lixo orgânico e gerar crédito, pode gerar crédito de proteção florestal, de recuperação e conservação florestal.”

Baixo Custo

Além disso, segundo Leite, o Brasil possui um custo para geração desse tipo de crédito muito abaixo que o praticado em outros países. “Por isso, o Brasil, com certeza, irá se beneficiar desse mercado global e, agora, estamos desenhando o mercado regulador nacional, para ser um país exportador de crédito e para trazer receita extraordinária para projetos de baixa emissão de gases de efeito estufa."

Por outro lado, geração de energias renováveis e melhor regulamentação de florestas preservadas são os desafios a serem considerados. “Outro setor importante é o tratamento de resíduos, onde você tem possibilidade de uma criação de projetos de redução de emissão baseados em resíduos orgânicos, especialmente da agricultura. Aí, você teria o que estão chamando de pré-sal caipira ou pré-sal verde, onde você pode gerar o seu próprio combustível.”

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