Solução para o metano das vacas vem do mar

Aditivo beneficia a digestibilidades a partir de algas do Mar do Norte

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Solução para o metano das vacas vem do mar
29deJunhode2022ás21:56

O Fundo de Inovação da Dinamarca e a DLG, uma das maiores cooperativas do país, investiram mais de R$ 12 milhões para extrair das algas marinhas uma solução para as emissões de metano das vacas. 

Este é o objetivo da pesquisa que visa desenvolver aditivos alimentares com macro algas para combater o problema. Os arrotos destes animais podem emitir entre 5 e até 700 litros de gás metano em apenas um ano.

A iniciativa reúne outros pesquisadores e empresas dinamarquesas para esforços conjuntos e reduzir em até 50% as emissões da indústria leiteira com as algas muito presentes no Mar do Norte e o Mar Báltico.

Entre as espécies, as algas marrons, verdes e vermelhas das águas nórdicas contêm diferentes agentes bioativos, incluindo taninos e antioxidantes que podem impedir o desenvolvimento de metano no rúmen das vacas.

Etapas

O projeto visa desenvolver métodos de cultivo e processamento de algas marinhas em um aditivo alimentar completo na forma de pó seco ou pílulas fáceis para o agricultor adicionar à ração.

As macroalgas têm muitos benefícios, como não necessitarem de fertilizantes nem de água doce. Em troca, as macroalgas coletam parte dos nutrientes despejados no mar da agricultura e da vida marinha.

Em colaboração com a Universidade de Aarhus, a empresa Dansk Tang completará a seleção dos melhores tipos de algas e métodos de cultivo. Os tipos selecionados serão processados ​pela empresa Vilofoss, que é uma marca da DLG.

Após esse processamento, o gado leiteiro será alimentado com o aditivo de pó de macroalgas, enquanto o Instituto Tecnológico Dinamarquês, a Universidade de Aarhus e a SEGES vão realizar um monitoramento contínua sobre a redução das emissões de metano das vacas.

“Estamos orgulhosos de que, em colaboração com as universidades, possamos acelerar o desenvolvimento de um produto potencialmente inovador, e vemos como nossa tarefa disseminar o conhecimento, tornando-o pronto para produção e comercialização nacional e internacionalmente”, afirma Jesper Pagh, COO do Grupo DLG e membro da Diretoria Executiva.

O projeto é liderado pelo professor Mette Olaf Nielsen, do Departamento de Ciência Animal da Universidade de Aarhus, que se uniu empresas da indústria de alimentos para criar as melhores condições de pesquisa e distribuição do produto por meio da colaboração.

Potencial no exterior

A marca Villofos, de propriedade da cooperativa DLG, tem fábricas em 15 países europeus e será responsável pela comercialização do aditivo.

“Se tivermos sucesso com este projeto, ele vai repercutir em todo o mundo, porque a redução dos gases de efeito estufa na produção leiteira será significativa”, afirma Per Theilgaard, gerente de produto da Vilofoss Dinamarca.

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