Cotação do milho recua novamente com projeção de safra recorde

Preços nominais já estão no nível observado em janeiro de 2021

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Carregamento de milho é transferido para armazenagem. (foto - Getty Image)

Carregamento de milho é transferido para armazenagem. (foto - Getty Image)

11deJulhode2022ás16:55

Os preços do milho seguem em queda pela quarta semana seguida no mercado doméstico e já figuram nos menores níveis desde janeiro de 2021. A queda é explicada pelas novas estimativas oficiais indicando oferta recorde na temporada 2021/22 e avanço da colheita na maior parte dos estados.

Segundo o Cepea, nem mesmo as exportações aquecidas ao longo de junho e as valorizações externas a partir de meados da semana foram suficientes para interromper o movimento de queda no mercado interno.

Pesquisadores do Cepea indicam que, à espera de novas desvalorizações, compradores diminuíram o ritmo de aquisição de novos lotes. Esses agentes estão atentos à necessidade de vendas por parte de alguns agricultores, que começam a não ter espaços nos armazéns – muitos ainda detêm parte da soja.

Assim, vendedores estão mais flexíveis nos valores de negociação, sobretudo os do Centro-Oeste.

Safra recorde no Brasil

Com mais 30% colhidos, a colheita total do cereal está estimada em 115,6 milhões de toneladas, volume 32,8% superior ao ciclo passado. Apenas na 2ª safra da cultura o aumento chega a 45,6% da produção, chegando próximo a 88,4 milhões de toneladas.

Caso confirmado o resultado, esta será a maior produção de milho 2ª safra registrada em toda a série histórica. No entanto, é preciso ressaltar que, mesmo com estágio avançado da cultura, cerca de 19% das lavouras de 2ª safra de milho ainda se encontram sob influência do clima.

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