São Paulo terá safra recorde de trigo em 2022, estima Faesp

Após queda em 2021, produção da safra atual deve superar também a de 2020

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Colheita de  trigo em São Paulo tem início agora em agosto. (Foto: Faesp)

Colheita de trigo em São Paulo tem início agora em agosto. (Foto: Faesp)

01deAgostode2022ás11:22

Os produtores de São Paulo deverão colher 283,3 mil toneladas de trigo em 2022, número que supera a produção dos dois últimos anos, de acordo com projeções do departamento econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). 

O estudo, realizado a partir do 10º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta para um crescimento em volume de 11,3% frente aos resultados de 2021.

No passado, houve queda na produção após eventos climáticos adversos e também pela alta nos custos, então relacionada a pandemia de Covid-19.

Na ocasião, o Estado colheu 254,6 mil toneladas, ante as 273,6 mil toneladas de 2020.

Os números paulistas acompanham a tendência de alta da safra nacional do trigo, que, de acordo com a Conab, pode ser de 17,61% superior na comparação com o ano passado.

No Brasil, a previsão é de que a colheita de 2022 chegue a um volume recorde de 9,03 milhões de toneladas. 

Colheita paulista começa em agosto

A colheita da safra 2022 em São Paulo tem início neste mês de agosto e vai até novembro.

De acordo com Faesp, as projeções mostram que também a área plantada com trigo aumento, sendo de 95,7 mil hectares, e 11,28% maior que em 2021.

Desta forma, espera-se uma produtividade média de 2.960 kg por hectare.  ““O trigo se tornou uma boa opção para o agricultor que trabalha com outras culturas, como feijão ou o milho safrinha”, avalia Marcio Vassoler, coordenador técnico da Comissão de Grãos da FAESP.

Para ele, apesar do aumento em volume na comparação com os dois últimos anos, o cenário poderia ser ainda melhor não fossem entraves como os altos custos de defensivos agrícolas, fertilizantes e combustíveis.

“O preço do diesel também tornou complicada a vida do agricultor. Temos ainda o desafio das mudanças do clima ao longo do ciclo produtivo da lavoura, especialmente as geadas. Felizmente não temos no momento uma previsão de frio muito intenso”, diz. 

Vale lembrar que além do “consumo humano”, a indústria de proteína animal também é um importante consumidor de trigo para alimentação das criações. 

Contexto vantajoso

Preços atrativos do grão, aumento da demanda internacional e o clima favorável formam um contexto vantajoso para o produtor paulista, de acordo com a Faesp.

São Paulo ocupa a quinta posição dos estados com melhor desempenho no cultivo trigo. Em primeiro lugar está o Rio Grande do Sul, com 3,94 milhões de toneladas, seguido do Paraná com 3,88 milhões, Santa Catarina com 349 mil e Minas Gerais com 295 mil.

 

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