RS muda data da abertura da colheita da oliva para transformar evento em feira de negócios

    Mudança busca ampliar presença de produtores, integrar a cadeia produtiva e atrair compradores, fornecedores e agentes financeiros

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    RS muda data da abertura da colheita da oliva para transformar evento em feira de negócios
    21deJaneirode2026ás16:00

    O Rio Grande do Sul decidiu mudar a data da Abertura Oficial da Colheita da Oliva para reposicionar o evento como uma plataforma de negócios da cadeia olivícola.

    A 14ª edição, que tradicionalmente ocorria em fevereiro, será realizada em 17 de abril, no município de Triunfo, na propriedade do Azeite Milonga, com a proposta de ampliar a presença de produtores e atrair agentes financeiros, fornecedores e compradores.

    A alteração foi definida pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

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    O objetivo é aumentar a adesão dos titulares das marcas e estruturar a Abertura da Colheita como um ambiente de geração efetiva de negócios para a cadeia da olivicultura.

    Segundo o presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, a mudança responde a uma necessidade operacional do setor.

    Ele explica que fevereiro coincide com o início da colheita, período em que os produtores estão concentrados no manejo dos pomares, o que reduz a presença dos principais tomadores de decisão das empresas. 

    “Buscamos, junto com o governo do Estado, uma mudança da data para que haja uma participação mais efetiva dos produtores. Em fevereiro eles estão mergulhados dentro dos seus pomares, iniciando a colheita, que neste ano deve se estender até o final de abril ou começo de maio”, afirma.

    Evento passa a operar como feira de negócios

    Com o novo formato, o evento deixa de ter um caráter predominantemente simbólico e passa a operar como uma feira de negócios.

    A programação prevê a participação de bancos de fomento, fornecedores de máquinas e equipamentos para cultivo e colheita, insumos para os pomares, soluções biológicas, sistemas de polinização, defensivos e fornecedores de mudas.

    Também estão previstos expositores de equipamentos para lagares, engarrafamento, rotulagem, frascos e embalagens, além de empresas de transporte, varejistas e distribuidores de alimentos.

    A proposta é integrar diferentes elos da cadeia produtiva, do campo ao mercado, e ampliar as possibilidades de parcerias comerciais.

    De acordo com o secretário da Agricultura, Edivilson Brum, a mudança de data atende a uma demanda do setor e fortalece o evento como um espaço voltado à geração de oportunidades econômicas.

    “Garantimos maior participação, ampliamos o diálogo com a cadeia produtiva e criamos melhores condições para geração de oportunidades econômicas para a olivicultura gaúcha”, destacou.

    Safra recorde amplia potencial econômico

    A edição de 2026 ocorre em um contexto de expectativa positiva para o setor, com projeção de safra recorde no Estado.

    Segundo os organizadores, a realização ao final da colheita permitirá a apresentação e a comercialização de azeites novos produzidos no início da safra, o que tende a ampliar o apelo comercial do evento e sua atratividade para compradores e distribuidores.

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