Preço do trigo cai no mercado interno, mas sobe no exterior
Expectativa de entrada da safra brasileira no mercado gera lentidão nas negociações
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Negociações do cereal estão em ritmo lento no mercado interno. (foto - Getty Image)
O plantio de trigo alcançou 99,1% até 6 de agosto e as estimativas indicam uma safra recorde em 2022/2023, ao redor de 9,16 milhões de toneladas, com alta de 19,3% em relação a temporada anterior (21/22).
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário vem pressionando as cotações domésticas do trigo. Assim, os preços do cereal abriram agosto a R$ 2.085,85, mas recuaram a R$ 1.986,23 até ontem (dia 15). Os valores oscilam ao redor de R$ 2 mil desde março.
Isso reflete as negociações do cereal em ritmo lento no mercado interno, com moinhos comprando apenas para o curto prazo, aguardando a entrada da nova safra nacional.
Tendência contrária
Já no mercado externo, os valores têm sido sustentados por dados apontando piora das condições das lavouras nos Estados Unidos e na Europa e por preocupações com as exportações ucranianas.
A cotação do trigo, para o primeiro mês, em Chicago, trabalhou a semana abaixo dos US$ 8,00/bushel, subindo um pouco na quinta-feira (11) quando o primeiro mês cotado fechou em US$ 8,10/bushel, contra US$ 7,82 uma semana antes.