Por que a Argentina, e não o Brasil, sobreviveria a uma guerra nuclear?

    Estudo da Nature Food mostra que o trigo é parte da explicação

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    Pesquisadores argumentam que 5 bilhões de pessoas morreriam de fome, mas trigo poderia ajudar a Argentina e a Austrália. (foto - Pinterest)

    Pesquisadores argumentam que 5 bilhões de pessoas morreriam de fome, mas trigo poderia ajudar a Argentina e a Austrália. (foto - Pinterest)

    17deAgostode2022ás11:49

    Depois de 73 anos da bomba de Hiroshima, um estudo científico publicado na revista internacional Nature Food sustentou que Argentina e Austrália são os melhores países para sobreviver a uma guerra nuclear.

    A guerra entre a Rússia e a Ucrânia reacendeu a preocupação sobre uma possível guerra nuclear e, nesse contexto, pesquisadores do Reino Unido desenvolveram um estudo para prever qual poderia ser o resultado em termos de segurança alimentar no caso de um bombardeio nuclear do planeta.

    "A Argentina e a Austrália têm as melhores chances de que sua civilização sobreviva por uma década após uma precipitação radioativa, mas se você ficar na Grã-Bretanha, a chance de passar fome seria de 90%", disse o estudo, baseado em simulações de computador.

    A razão pela qual Argentina e Austrália levam vantagem diante de uma possível guerra nuclear, é que, nesses países, segundo Alan Robock, da Rutgers University, existe volume de cultivos mais resistentes, como o trigo. Contudo, os pesquisadores podem não haver considerado o plano de tornar o Brasil autossuficiente no ceral em 10 anos.

    Bloqueio solar

    A pesquisa prevê que uma guerra nuclear entre a Índia e o Paquistão, por exemplo, poderia liberar entre 5 e 47 milhões de toneladas de cinzas na atmosfera, dependendo de quantas ogivas fossem usadas e quantas cidades ficassem completamente destruídas.

    Nesse contexto, eles estimaram que mais de 5 bilhões de pessoas morreriam de fome em todo o mundo após um conflito de grande escala envolvendo 100 bombas nucleares.

    O motivo é que cinzas lançadas por tempestades de fogo bloqueariam o sol, causariam quebra de safra e afetariam a agricultura e a pecuária em todo o mundo por até quatro anos.

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