Faesp alerta sobre falta de garantia sobre Plano Safra

    Entidade orienta produtores a avaliar opções e cobra Governo na gestão dos recursos ofertados

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    Apesar de inferiores a Selic, taxas de juros são maiores do que as praticadas na safra anterior. (Foto: Faesp)

    Apesar de inferiores a Selic, taxas de juros são maiores do que as praticadas na safra anterior. (Foto: Faesp)

    18deAgostode2022ás16:48

    A Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) publicou hoje (dia 19) um novo informe técnico sobre o Plano Safra 2022/2023. Desta vez, o objetivo é auxiliar os produtores do estado nas tomadas de decisões quanto ao crédito e taxas de juros.   

    Segundo a Faesp, em que pese o programa do Governo ter apresentado mudanças positivas para a safra, é “preciso aguardar o comportamento dos custos de produção e do clima nos meses que seguem”.

    A entidade explica se importante avaliar se a safra corrente se desenvolverá em um cenário mais favorável ao setor produtivo.

    A maior preocupação está com as taxas de juros que, mesmo inferiores a Selic, ainda são maiores do que as praticadas na edição anterior. 

    “O destaque negativo foi a elevação das taxas de juros de todos os programas, o que já era esperado dado o movimento de alta da taxa básica de juros da economia (Selic).”

    Para a Faesp, a falta de garantia e de execução do orçamento anunciado para o Plano Safra e crédito rural são pontos de alerta para os produtores.

    “Caso o orçamento seja efetivamente disponibilizado ao setor, propiciará alívio quanto ao acesso aos recursos necessários, contribuindo para a manutenção das atividades produtivas e o abastecimento alimentar do país”, esclarece o informe.

    No mês passado, a entidade publicou um manual “tira dúvidas” sobre o Safra 2022/2023 para produtores paulistas.

    Crédito rural

    O orçamento 340,88 bilhões programados para aplicação no crédito rural do Plano Safra representa um aumento de R$ 89,68 bilhões ou 36% em comparação à última safra.

    Em consonância com o plano anterior, a agricultura familiar segue sendo fortalecida com alta de 36% nos recursos anunciados para esse público, que somam R$ 53,6 bilhões.

    Diante disto, e em um cenário de severa elevação dos custos de produção, avalia a Faesp, assegurar que o crédito, de fato, chegue ao produtor, é “medida se faz ainda mais necessária, dado que são os pequenos produtores os mais impactados.”

    A íntegra do Informe Econômico da FAESP está disponível no site da entidade.

     

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